quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dupla que atirou em Policial Civil na Grande BH já tem mandado de prisão em aberto.

Um dos criminosos foi baleado durante troca de tiros e está internado no Hospital João XXIII. O outro acabou preso. Policiais ainda procuram suspeitos de matar investigadora em BH


Andréa Silva - Aqui
Publicação: 01/09/2014 17:03 Atualização: 01/09/2014 18:25

Jovem baleado tem tatuagem de palhaço que é na linguagem criminosa significa que ele é matador de policiais (Polícia Civil/Divulgação)
Jovem baleado tem tatuagem de palhaço que é na linguagem criminosa significa que ele é matador de policiais
Os dois homens que atiraram no investigador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no Bairro Tijuco, em Contagem, na Grande BH, têm mandados de prisão em aberto. Os criminosos surpreenderam o policial durante uma operação da Delegacia Homicídio Noroeste da Polícia Civil. Um dos criminosos foi ferido e outro preso. O crime aconteceu horas depois do assassinato da investigadora Maria Regina de Almeida, de 47 anos, durante um assalto na capital. Colegas dos policiais prometem uma paralisação na próxima quinta-feira em protesto por causa das duas ocorrências. 

Um equipe da delegacia de homicídios Noroeste fazia levantamentos no bairro na tentativa de cumprir um mandado de prisão contra Peterson Mateus Silva Bastos, de 18 anos. Quando estavam na Rua Maria Bittencourt, os policiais avistaram uma mulher que seria namorada de um traficante do Bairro Santa Terezinha. Ela foi abordada quando entrava em uma casa. Os policiais tentaram entrar no imóvel e foram surpreendidos por homens que estavam lá dentro. 

Houve troca de tiros e o investigador Paulo César Oliveira Mendes acabou atingido no rosto. Ele foi socorrido por colegas e encaminhado para o Hospital João XXIII. Peterson foi ferido no pescoço e no braço por projéteis e socorrido por uma viatura da Polícia Civil. Devido à gravidade do ferimento, a ambulância foi interceptada e o homem foi levado de helicóptero para o João XXIII. 

Na casa, também estava Wagner Junior Pereira Batista, o Gambá. Ele acabou preso pelos policiais. No imóvel foi encontrada uma pedra bruta de crack e um revólver calibre 38. Os dois homens já têm longa ficha criminal e já tinham mandado de prisão em aberto. “São homens perigosos apesar da pouca idade. Peterson, inclusive, tem uma tatuagem com o número 121, que é alusão ao artigo 121 do código penal que representa o homicídio”, afirmou o delegado Wagner Pinto, chefe do DHPP. Jovem baleado também tem tatuagem de palhaço no braço que, na linguagem criminosa, significa que ele é matador de policiais

Os dois serão indiciados por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Durante o tiroteio, a mulher do traficante do Bairro Santa Terezinha que foi vista próxima a casa conseguiu fugir. 

Policiais montaram operação para tentar encontrar assassinos de investigadora em BH (Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
Policiais montaram operação para tentar encontrar assassinos de investigadora em BH


Crime contra a investigadora Os responsáveis pela morte da investigador Maria Almeida ainda não foram encontrados. As policias Civil e Militar estão em busca dos homens que cometeram o assassinato no Bairro Nova Suissa, na Região Leste de Belo Horizonte. A policial foi morta quando estava perto de seu caro, um Hyundai HB20. O carro foi levado e abandonado na Jorge Fonte Boa, Bairro Havaí. O criminoso conseguiu escapar, e se esconder no Aglomerado Ventosa. 

Uma intensa operação policial foi montada imediatamente em busca do atirador e a policial socorrida por uma viatura da PM para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, onde deu entrada inconsciente e morreu minutos depois. Conforme a unidade de saúde, ela já foi internada com parada cardiorrespiratória.

As duas ocorrências causaram um clima de revolta por colegas de profissão dos policiais. “A violência está exorbitante e é uma necessidade gritante em fazer o melhoramento da lei. Uma das revisões é a redução da maioridade penal e também a revisão do estatuto do desarmamento. Queremos melhoria de trabalho tanto para a polícia Civil quanto para a Militar”, disse Wagner Pinto. 

Em foram de protesto por causa das duas ocorrências, os policiais civis marcaram uma paralisação de todas as delegacias na próxima quinta-feira. Os trabalhos serão congelados de 14h às 16h. Também está marcado um protesto com viaturas da corporação.

FONTE:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/09/01/interna_gerais,564579/dupla-que-atirou-em-policial-civil-na-grande-bh-ja-tem-mandado-de-prisao-em-aberto.shtml

Agente Prisional GANHA AÇÃO por Abuso de Autoridade devido a remoção ILEGAL praticada por Gestor como forma de punição.



Trata-se de ação de ABUSO DE AUTORIDADE com pedido de INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em virtude de transferência de AGENTE PENITENCIÁRIO de uma Unidade Prisional para outra Unidade como forma de punição por não obedecer ordem ilegal. O SINDASP-PE sempre deu apoio nas ações que o Agente solicitou, e este é um exemplo a ser seguido.

Dados do Processo
NPU: 0033864-90.2014.8.17.0001
Data: 11/07/2014 11:00
Fase: Devolução de Conclusão


Autor: LEONARDO VERNIERI DE ALENCAR
Réu: ESTADO DE PERNAMBUCO     
      LEONARDO VERNIERI DE ALENCAR, qualificado na inicial, por advogado habilitado, propõe a presente 'AÇÃO ANULATÓRIA CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS CUMULADA COM PEDIDO LIMINAR' contra a o ESTADO DE PERNAMBUCO, dizendo, em síntese, que é agente penitenciário do Estado de Pernambuco e "...atuou no Presídio de Vitória de Santo Antão por quase 10 (dez) anos" (fls. 03); que "...em 11/09/2012, tomou ciência, verbalmente, através do Supervisor de Segurança do Presídio, Sr. José Aurides da Silva, de que estaria sendo escalado para realizar custódia de um preso em 12/09/2012, no período da noite, tendo o mesmo se negado a cumprir, vez que estava com o seu porte de arma e exame psicológicos vencidos" (fls. 03); que "...após essa ocorrência, o autor sofreu perseguições e ameaças do Chefe do Presídio" (fls. 03), culminando com a instauração de Processo Administrativo; que "...foi removido para o Centro de Observação e Triagem Everaldo Luna - COTEL" (fls. 04) e que "...a remoção foi realizada a título de penalidade imposta pelo Supervisor e pelo Chefe do Presídio, por suposta negativa de ordem hierárquica, entretanto o PAD ainda estava sendo julgado, não podendo o mesmo sofrer qualquer sanção ou penalidade, conforme prevê a lei" (fls. 04).
      Requereu a antecipação dos efeitos da tutela no sentido de que fosse determinada "...a volta do autor ao seu antigo local de trabalho, qual seja, o Presídio de Vitória de Santo Antão" (fls. 12). Requereu os benefícios da justiça gratuita e fez demais pedidos de estilo e junta documentos.
      É a suma.
      Inicialmente, defiro a gratuidade da justiça, nos termos do artigo 4.º da Lei n.º 1.060/50.
(...)
      No caso dos autos, prima facie, vislumbro o preenchimento dos requisitos necessários ao deferimento da medida antecipatória. Senão vejamos.
      Trata a presente lide sobre a remoção de servidor público utilizada como forma de sanção.
      Observo que o Superior Tribunal de Justiça já manifestou entendimento no sentido de que "O instituto de remoção dos Servidores por exclusivo interesse da Administração não pode, em hipótese alguma, ser utilizado como sanção disciplinar, inclusive por não estar capitulado como penalidade no art. 127 da Lei 8.112/90 e significar arbítrio inaceitável" (Processo RMS 26965 / RS. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. 2008/0114951-2. Relator(a): Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO (1133). Órgão Julgador: T5 - QUINTA TURMA. Data do Julgamento: 16/10/2008. Data da Publicação/Fonte: DJe 10/11/2008).
      Ora, in casu, os documentos colacionados à inicial demonstram de forma inequívoca a verossimilhança da alegação do autor, na medida em que nas razões contidas no ato de remoção (fls. 18) foi utilizada como motivação a necessidade do serviço fundamentada no Ofício nº 019/2013(PVSA) (fls. 20), Ofício este que faz menção a suposta infração administrativa praticada pelo autor, ou seja, restou demonstrado o caráter punitivo do qual se revestiu o ato dessa sua relotação compulsória, embasado que foi na exposição de motivos constantes daquele Ofício e que apontavam o suposto cometimento de infrações administrativas, REMOÇÃO ESTA QUE, ao meu ver, e neste juízo de cognição sumária, MOSTRA-SE ILEGAL.
      No sentido de não ser a remoção de servidor medida de sanção disciplinar, é a jurisprudência do Tribunal de Justiça de Pernambuco – TJPE.



O Sindasp parabeniza toda a categoria de Agentes Penitenciários de Pernambuco por esta vitória de Leonardo Vernieri que pôde retornar a sua Unidade de origem após ter sido vítima de abuso de autoridade por parte do gestor daquela Unidade (de Vitória).
O ato de retorno foi publicado (sob o número Nº 636/2014) no Boletim Interno nº 69/14, página 2.

FONTE:http://sindasppernambuco.blogspot.com.br/2014/08/agente-penitenciario-ganha-acao-por.html

terça-feira, 2 de setembro de 2014

10 dicas para Agentes da Segurança Pública que andam armados à paisana.

1. Sua arma não lhe dá poderes sobrenaturais. Ou seja, tê-la na cintura não o torna invencível ou membro dos Avengers. Foi-se a época em que tinham medo de quem estava armado;
2. Estar armado em trajes civis muda sua forma de saque, o posicionamento de sua arma e também o condicionamento natural de acesso rápido a seu armamento. Ou seja, treine e esteja consciente desses três pontos;
3. Invista em um coldre para uso velado. Vai ser ridículo ter sua arma presa na borda da calça ou na sua cueca na hora do saque. Deixe essa gracinha para os três patetas;
4. Usa coldre velado em pochete abdominal ou de perna? Treine os saques também com esses acessórios! Sua arma não virá para sua mão de forma mediúnica e seus movimentos “finos” para abrir a pochete estarão prejudicados pelo estresse e pela carga de adrenalina que seu organismo recebeu. Lembre-se disso!;
5. Sua boa intenção não é suficiente para identificá-lo como policial. Tenha E USE o distintivo que lhe caracteriza como tal. Sugiro que ele esteja posicionado na linha de cintura, no mesmo lado onde será realizado o saque. Quando do acesso a seu armamento, IMEDIATAMENTE o distintivo será visto, reduzindo drasticamente sua chance de ser confundido com um bandido;
6. Aumente a freqüência de manutenção de sua arma. Se antes suor não tinha tanto contato com seu armamento pelo fato de você estar fardado, agora vai ter!;
7. Houve troca de tiros (I) e precisou neutralizar a ameaça? Disparos em regiões periféricas do corpo NÃO SOLUCIONAM CONFLITOS ARMADOS. Aquela estória de “dar um tiro na mão…/atirar na perna…” é coisa de quem assiste muito filme e, obviamente, de “achistas”; atinja o agressor social – em não havendo dúvida da necessidade legal de atuar – na região do tórax, abdômen ou pelve gerando uma “cavidade permanente”. Isso aumentará sua possível sobrevivência e a proteção de outras vítimas;
8. Houve troca de tiros (II) e precisou neutralizar a ameaça? Faça o seguinte:
a) Cheque à sua volta a possibilidade de haver outros agressores;
b) Ato contínuo, de forma visual e tátil, veja se você está ferido – primeiro, pescoço, região toráxica, depois abdominal, pélvica e parte interior das coxas (pontos onde hemorragias seriam mais graves), depois, parte interior dos braços e lateral do corpo;
c) É comum que você, por questões psicofisiológicas, não sinta ou perceba alguns ferimentos e nem faça uma checagem periférica para ver se há outras ameaças;
9. Potencialize sua possibilidade de sobrevivência tendo a certeza de que você tem chances de se ferir e vai ter que resistir a dor. Negar ou ter medo desse fator é um sinal de que você está pouco preparado para neutralizar uma ação com o uso da força letal;
10. Ligue para o 190 para comunicar o fato e para se identificar, descrevendo local, pessoas feridas (inclusive você, se for o caso) e como você está vestido, mantendo seu distintivo sempre a mostra; caso alguém se aproxime, mantenha-se alerta e não descuide da manutenção de sua proteção pessoal, pois hoje é raro agressores atuarem sozinhos.
Autor: Tenente-Coronel PMDF Sant’Anna. Fonte: blog Policiamento Inteligente.

FILHA DA KILVIA DE UBERABA APOIANDO O FUTURO DEPUTADO.

Até a minha Heloisa ,que tem apenas 5(cinco) meses de vida,já sabe o que é melhor para Minas Gerais!
Foto: Até a minha Heloisa ,que tem apenas 5(cinco) meses de vida,já sabe o que é melhor para Minas Gerais!

CONVOCAÇÃO PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DIA 03 DE SETEMBRO DE 2014

A UNIMASP - MG na pessoa do Presidente Ronan convoca a todos para comparecerem na reunião as 09:00 da manhã para tratar de questões pertinentes ao contrato administrativo.

Local. Assembleia Legislativa.

Contato: 31 8636 4111

Afunda Brasil - Proibição da revista "íntima" nos presídios. DOU:RESOLUÇÃO Nº 5, DE 28 DE AGOSTO DE 2014.





CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA
CRIMINAL E PENITENCIÁRIA
RESOLUÇÃO Nº 5, DE 28 DE AGOSTO DE 2014
Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), no uso de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO que a dignidade da pessoa humana é princípio fundamental do Estado Democrático de Direito, instituído pelo art, inciso III, da Constituição Federal;
CONSIDERANDO o disposto no art. , inciso X, ab initio, da Constituição Federal, que estabelece a inviolabilidade da intimidade e da honra das pessoas;
CONSIDERANDO a necessidade de coibir qualquer forma de tratamentodesumano ou degradante, expressamente vedado no art. , inciso III, daConstituição Federal;
CONSIDERANDO a necessidade de manter a integridade física e moral dos internos, visitantes, servidores e autoridades que visitem ou exerçam suas funções no sistema penitenciário brasileiro;
CONSIDERANDO o disposto no art.  da Lei nº 10.792/2003, que determina que todos que queiram ter acesso aos estabelecimentos penais devem se submeter aos aparelhos detectores de metais, independentemente de cargo ou função pública;
CONSIDERANDO que o art. 74 da Lei de Execução Penal determina que o departamento penitenciário local deve supervisionar e coordenar o funcionamento dos estabelecimentos penais que possuir;
CONSIDERANDO que a necessidade de prevenir crimes no sistema penitenciário não pode afastar o respeito ao Estado Democrático de Direito, resolve: recomendar que a revista de pessoas por ocasião do ingresso nos estabelecimentos penais seja efetuada com observância do seguinte:
Art. 1º. A revista pessoal é a inspeção que se efetua, com fins de segurança, em todas as pessoas que pretendem ingressar em locais de privação de liberdade e que venham a ter contato direto ou indireto com pessoas privadas de liberdade ou com o interior do estabelecimento, devendo preservar a integridade física, psicológica e moral da pessoa revistada.
Parágrafo único. A revista pessoal deverá ocorrer mediante uso de equipamentos eletrônicos detectores de metais, aparelhos de raio-x,scanner corporal, dentre outras tecnologias e equipamentos de segurança capazes de identificar armas, explosivos, drogas ou outros objetos ilícitos, ou, excepcionalmente, de forma manual.
Art. 2º. São vedadas quaisquer formas de revista vexatória, desumana ou degradante.
Parágrafo único. Consideram-se, dentre outras, formas de revista vexatória, desumana ou degradante:
I - desnudamento parcial ou total;
II - qualquer conduta que implique a introdução de objetos nas cavidades corporais da pessoa revistada;
III - uso de cães ou animais farejadores, ainda que treinados para esse fim;
IV - agachamento ou saltos.
Art. 3º. O acesso de gestantes ou pessoas com qualquer limitação física impeditiva da utilização de recursos tecnológicos aos estabelecimentos prisionais será assegurado pelas autoridades administrativas, observado o disposto nesta Resolução.
Art. 4º. A revista pessoal em crianças e adolescentes deve ser precedida de autorização expressa de seu representante legal e somente será realizada na presença deste.
Art. 5º. Cabe à administração penitenciária estabelecer medidas de segurança e de controle de acesso às unidades prisionais, observado o disposto nesta Resolução.
Art. 6º. Revogam-se as Resoluções nº 01/2000 e 09/2006 do C N P C P.
Art. 7º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ ANTÔNIO SILVA BRESSANE

FONTE:http://agepen-ac.blogspot.com.br/2014/09/proibicao-da-revista-intima-nos.html

SISTEMA PRISIONAL MG: Número maior de presos não reflete em redução de crimes.

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Prisões. População carcerária mineira cresceu quase 50% nos últimos cinco anos, segundo o governo
PUBLICADO EM 02/09/14 - 03h00
De ladrões de galinha a ladrões de celular. O objeto-alvo do crime pode mudar ao longo dos anos ou variar de preço, mas o furto (quando não há contato com a vítima) continua sendo um dos que mais resultam em prisão em Minas. O sistema carcerário do Estado tem mais detentos enquadrados por essa e outras práticas de menor potencial ofensivo (como ameaça e dano) – 38,5% – que por tráfico de drogas – 32,7% –, além de superar o total de delitos contra a vida (assassinato, roubo e estupro) – 26,8%.

Os dados são da Secretaria de Estado de Defesa Social e mostram que, embora a população carcerária tenha aumentado 50% nos últimos cinco anos, a violência continua em alta – o roubo subiu 24,37% de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período de 2013. Para especialistas, é preciso inverter a lógica de prisão e só colocar na cadeia os criminosos envolvidos em crimes contra a vida e corrupção, que geram grande dano ao país.
“Senão, de um prejuízo de R$ 200 por conta de um celular furtado, a sociedade paga mais cerca de R$ 3.000 por mês para manter o ladrão na cadeia”, afirmou o juiz do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário do Maranhão e estudioso no tema Douglas de Melo – em Minas, o gasto médio por preso é de R$ 2.000 mensalmente, segundo a Seds.
Cenário. O Estado tem atualmente 53.800 presos enquadrados em cerca de 81.527 crimes – alguns estão envolvidos em mais de um delito. A maioria (cerca de 26 mil) está na cadeia por tráfico de drogas. “Temos cerca de 200 mil presos no Brasil por tráfico, mais ou menos três vezes a população carcerária da Argentina. Se todos fossem traficantes, o tráfico no país já teria acabado”, disse Melo.
Para ele, os presídios estão lotados de dependentes químicos que vendem drogas para sustentar o vício e de ladrões de celular. “A criminalidade diminuiria muito se mudássemos o sistema, concentrando nossas forças em homicídio e crimes contra a vida. Os presídios estão tão cheios que viram crime organizado. Sinal de que há uma deformação, com mais valor para o patrimônio que a vida”, disse o juiz.
Na lista de crimes mais recorrentes entre os detentos, o homicídio aparece em quarto lugar, responsável por 7,8% dos enquadramentos (cerca de 6.300 presos) – menos que o furto, com 10,5% (8.500). O roubo, que tem o uso de violência, aparece com 17,9% (14,5 mil), menos que o total de crimes de menor potencial ofensivo, que somam 28% (22,8 mil). Essa ordem se mantém desde 2009, quando o sistema tinha 35.894 presos – 17,9 mil a menos que hoje.
O juiz da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte Marcelo Pereira, por sua vez, defende que o crescimento da população carcerária é fruto da criminalidade crescente nas ruas, e não de uma decisão da Justiça. Ele argumenta ainda que há mais presos por furto que por homicídio pelo fato do primeiro crime ser mais comum que o segundo. “Cada juiz toma a decisão de acordo com sua convicção, mas observo que prisão é usada em crimes com violência ou grave ameaça”.
Insegurança
52.674 roubos foram registrados em Minas nos últimos sete meses

Apacs
Apacs. Além de penas alternativas para presos de menor periculosidade, as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) são vistas com bons olhos por especialistas para melhorar o sistema prisional e, de fato, ressocializar os detentos – nelas, presos trabalham e são responsáveis por sua recuperação. “É uma pena que sejam tão poucas no país. Nas Apacs, não importa o crime praticado, mas, sim, sua disposição em se ressocializar”, afirmou o juiz Douglas de Melo.
Estrutura. Em Minas, as Apacs são mantidas desde 2001. Hoje, há 33 unidades, maior número entre os Estados brasileiros, segundo o governo. A meta é criar mais oito. Em 2013, o Estado investiu R$ 20 milhões na manutenção das Apacs.

Prevenção. Para evitar o aprisionamento, a Seds diz que a principal estratégia é investir em prevenção. Há hoje cinco programas: Fica Vivo!, Mediação de Conflitos, Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) e Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
FONTE:http://www.otempo.com.br/cidades/n%C3%BAmero-maior-de-presos-n%C3%A3o-reflete-em-redu%C3%A7%C3%A3o-de-crimes-1.909277

PRESIDENTE ALEXANDRE GUERREIRO REBATE INVERDADES DO EX-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO CLÁUDIO ALVES

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E O CAOS ESTÁ SE INSTALANDO!!! DETENTOS INICIAM GREVE DE FOME NOS PRESÍDIOS.




Pavilhão 1 da Penitenciária de Alcaçuz é alvo da operação de revista da PM (Foto: Henrique Dovalle/G1)Dos 900 presos da Penitenciária de Alcaçuz, 550 fizeram greve de fome (Foto: Henrique Dovalle/G1)
A greve de fome iniciada nesta segunda-feira (1) no sistema penitenciário do Rio Grande do Nortefoi aderida por mais de dois mil detentos de pelo menos seis unidades prisionais. O levantamento foi feito pelo G1 com base nos dados repassados pela Coordenadoria de Administração Penitenciária do Estado (Coape) e diretores dos presídios em que os apenados ficaram sem se alimentar. A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania ainda não sabe o que motivou a greve de fome de 2.157 presos.
A coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, conta que os presos não aceitaram comer o café da manhã, o almoço, o jantar e o lanche da noite. Para evitar o desperdício da comida, alguns diretores de presídios redistribuíram as quentinhas entre apenados que não aderiram à greve de forme ou fizeram doações. No entanto, na maioria dos casos, a comida estragou. "Acreditamos que a movimentação começou hoje porque os detentos estão com suprimentos por causa das visitas do fim de semana", diz Dinorá Simas. Os presos não fizeram nenhuma reivindicação até o momento.

Está confirmada a greve de fome em seis unidades: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim; Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; e Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim. A coordenadora de Administração Penitenciária vai se reunir com todos os diretores nesta terça-feira (2) para avaliar a situação de cada unidade prisional e estudar medidas.
Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, em Alcaçuz (Foto: Ricardo Araújo/G1)Na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, a
maioria dos detentos evitou as refeições
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
Situação nos presídios
Na Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado, dos quatro pavilhões onde estão encarcerados 900 detentos, três aderiram à greve, totalizando 550 presos sem se alimentar. Os presos costumam fazer quatro refeições por dia em Alcaçuz. É servido pão e café pela manhã e à noite, enquanto as quentinhas são distribuídas no almoço e jantar. "Para não perder tudo, redistribuímos a comida com os 350 presos que estavam comendo normalmente", explica o diretor da unidade, Ivo Freire, que pretende visitar os pavilhões nesta terça para apurar o motivo da greve de fome.

Enquanto isso, na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, 350 dos 400 presos se mobilizaram. Com isso, cerca de 700 quentinhas que seriam servidas no almoço e jantar estragaram. O diretor da unidade, Osvaldo Rossato, não recebeu reivindicações. "Teve esse salve desde cedo, mas o dia foi tranquilo. Não temos notícia do que seja", afirma.
O diretor da Penitenciária Estadual de Parnamirim, Durval Oliveira Franco, informou que também não houve registro de tumulto entre os 497 presos da unidade. "Os dois pavilhões evitaram as refeições o dia todo. O movimento foi meio silencioso. As quentinhas se perderam todas", relata.
Penitenciária Estadual do Seridó foi interditada (Foto: Ilmo Gomes)Presos da Penitenciária do Seridó, em Caicó,
também aderiram greve de fome (Foto: Ilmo Gomes)
Na Cadeia Pública de Natal, a solução encontrada pelo diretor Eider Pereira de Brito foi doar as refeições para bairros periféricos da cidade. "Os 400 detentos dos dois pavilhões aderiram. Já doamos as sobras normalmente e hoje enviei um agente penitenciário para levar as quentinhas para comunidades carentes", diz. O diretor também informou que vai apurar o motivo da greve de fome com os detentos nesta terça.

De acordo com o vice-diretor da Penitenciária do Seridó, Ednaldo Cândido Dantas, a maior parte da comida estragou. "A carne deu para colocar no freezer e evitar o desperdício", conta. Na unidade, 310 dos 470 apenados não aceitaram as refeições. Participaram da greve de fome os detentos dos dois maiores pavilhões da penitenciária, que possui um total de cinco pavilhões.

A última unidade prisional que teve a greve de fome confirmada foi o CDP de Ceará-Mirim, onde segundo a coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, 50 presos deixaram de comer.
FONTE:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/09/mais-de-2000-presos-mantem-greve-de-fome-nos-presidios-do-rn.html
MAIS:

Detentos fazem greve de fome nos cinco maiores presídios do RN

Detentos de cinco unidades prisionais do Rio Grande do Norte iniciaram uma greve de fome no início da manhã desta segunda-feira (01). Segundo a coordenadora de Administração Penitenciária (Coape), Dinorá Simas, os presos estão articulados e recusaram o café da manhã e o almoço oferecidos durante o dia. Dinorá Simas explica que a causa da greve ainda não foi descoberta pela Alministração Penitenciária, porém, os responsáveis pelos presídios trabalham em conjunto para descobrir a motivação.

De acordo com o diretor da Penitenciária de Alcaçuz - localizada a cerca de 30 quilômetros de Natal -, Ivo Freire explica que apesar da recusa de alimentos nenhuma movimentação estranha ocorreu até o momento. “ Aqui no presídio está tudo tranquilo, interrogatórios já foram feitos aos presos mas ninguém explicou o motivo da greve. O serviço de inteligencia está tentando descobrir agora quem são os líderes do movimento, nós sabemos que eles estão articulados entre si, mas não entendemos como”, afirma. 

O diretor do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, Osvaldo Júnior também afirma que os presos recusaram as refeições, mas que no local não houve nenhuma alteração estranha até o momento. “Após as visitas do fim de semana, os presos ficaram com suprimentos, essas greves de fome são até comuns. Mas vamos trabalhar conjuntamente principalmente para desvendar quem são os líderes do movimento”, explica.

A greve de fome está ocorrendo nos seguintes presídios: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; na Penitenciária Estadual de Parnamirim, em Parnamirim; na Cadeia Pública de Natal; e Penitenciária do Seridó, em Caicó.

FONTE:Tribuna do Norte