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Deputado Marcio Santiago

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Veja em detalhes como funcionam os óculos que identificam pessoas em tempo real


Polícia usa tecnologia para combater o crime

Fonte: ÚLTIMO SEGUNDO –
A tecnologia é cada dia mais presente no cotidiano das Polícias Civil e Militar no Brasil. A mais nova aquisição dos órgãos de segurança paulista são óculos vindos de Israel que possuem uma minicâmera acoplada. Ele filma as pessoas durante eventos e envia informações em tempo real para uma base de dados que responde com os dados criminais da pessoa identificada.
Outros equipamentos permitem, além da identificação de criminosos, cruzar dados entre unidades policiais e interceptar ligações telefônicas feitas de aparelhos públicos. Veja em detalhes como funcionam os óculos e conheça outros recursos usados pelas polícias no combate ao crime.
Óculos da PM - A Polícia Militar de São Paulo deve incorporar ao dia-a-dia de trabalho óculos de alto poder tecnológico. Importados de Israel no começo do ano, onde auxiliam agentes no controle de fronteiras, os óculos possuem uma minicâmera acoplada, que filma o público e envia as informações em tempo real para um HD (Hard Disk) onde está gravado o banco de dados da PM. Desta forma, o equipamento identifica e avisa o policial sobre suspeitos, pessoas desaparecidas e até veículos com irregularidades. A tecnologia promete mudar a abordagem e revolucionar o trabalho da PM. Os óculos ainda estão em fase de teste no Brasil.
ÓCULOS DE IDENTIFICAÇÃO DE SUSPEITOS 
A polícia militar de São Paulo testa óculos de alto poder tecnológico, com câmeras acopladas que conseguem identificar suspeitos, pessoas desaparecidas e veículos com irregularidades. Importados de Israel, onde auxiliam os policiais no controle de fronteiras, eles devem ser utilizados em grandes eventos, como shows e partidas de futebol
CÂMERA - Uma pequena câmera fica localizada na lente direita dos óculos. Ela filma o público e envia instantaneamente a informação para um banco de dados da Polícia Militar.
HD - Cada óculos possui um HD (hard disk) com capacidade para armazenar até 14 milhões de imagens em seu software. Ele precisa ser atualizado manualmente pelo próprio agente, conforme ocorrerem mudanças no banco de dados da polícia.
CONTROLE – Utilizado para ligar e desligar a câmera, serve também para regular a distância do campo de visão do equipamento.
TELA – Caso a pessoa filmada esteja registrada no sistema como foragida ou desaparecida, os óculos indicarão na tela dois quadrados com a foto dela. Um deles e qual a porcentagem de chance de ela ser a pessoa procurada.
IDENTIFICAÇÃO DE SUSPEITOS
Os óculos conseguem detectar até 400 rostos por segundo e a resposta sobre a pessoa filmada é dada ao policial imediatamente. A tecnologia permite identificar no meio de uma multidão uma pessoa suspeita de crime ou desaparecida, mesmo que ela esteja diferente da foto cadastrada no sistema, com o cabelo pintado, de barba ou bigode.
ÓCULOS DE IDENTIFICAÇÃO DE SUSPEITOS DA POLÍCIA
.ETAPA 1 – Os óculos utilizam um sistema chamado biometria facial, que identifica 46 mil pontos por face.
ETAPA 2 – Para diferenciar uma pessoa da outra,a biometria facial utiliza medidas que não se alteram, mesmo que o indivíduo seja submetido a cirurgias plásticas. As principais são: A. Distância entre os olhos. B. Cavidade orbital. C. Distância entre a boca, nariz e olhos. D. Distância entre os olhos e a linha do cabelo. E. Ossos laterais da face. F. Linha da mandíbula.
ETAPA 3 – Os pontos capturados formam uma imagem única e bidimensional, que é enviada ao software para que ele verifique a similaridade entre ela e as fotos previamente cadastradas. O policial consegue optar pelo índice de acerto que espera do equipamento. Assim, ele pode ser avisado quando a pessoa é 50% parecida ou somente quando há quase 100% de certeza.
Alpha - Sistema criado para possibilitar a identificação de pessoas com a utilização do método de confronto de impressões digitais, colhidas em qualquer unidade policial, com aquelas arquivadas na base de dados do sistema.
Guardião - Sistema de interceptação telefônica autorizada, interligado à rede de telefonia pública, que é acessada por via digital para o Serviço Técnico de Monitoramento Legal de Telecomunicações.
Phoenix - Sistema para reconhecimento de criminosos, que integra os dados do RDO com bancos de dados de fotos, identidade, impressão digital, voz e outras características físicas, como as tatuagens. O sistema, que utiliza tecnologia de ponta, permite a construção de retratos falados simultaneamente ao registro do boletim de ocorrência.
Ômega - Dá suporte às investigações. Suas principais funções são agilizar o trabalho de pesquisa a partir da reunião de informações e fazer a identificação automática de relações entre pessoas, veículos, armas e endereços. Está disponível para todos os policiais civis onde há links de intranet.
Rádio Digital – Implantado em 2003, é um meio de comunicação via rádio digital que permite a intercomunicação das polícias Militar, Civil e da Superintendência da Polícia Técnico-Científica e visa realizar operações conjuntas. Toda conversa via rádio digital é criptografada e, portanto, não pode ser interceptada. Além da voz, a via digital permite o fluxo de imagens e dados. Somente em 2008, o investimento no projeto foi de R$ 21 milhões.
Sala de Situação - A Sala de Situação é um ambiente onde a Polícia Civil coordena operações integradas no Estado de São Paulo, com atualização de dados em tempo real. Todas as unidades policiais do Estado têm condições de interagir com a Sala de Situação. Em ambientes climatizados, o espaço possui equipamentos para videoconferências, computadores com links de alta velocidade e ramais Voip, que permitem a obtenção de dados como perfis de criminosos. O sistema de comunicação nacionalmente integrado aumenta a capacidade de investigação e dá sequência à obtenção de informações essenciais para o combate ao crime.
Registro Digital de Ocorrências (RDO) - Foi desenvolvido para informatizar o registro dos boletins de ocorrências (BOs) e termos circunstanciados. Via intranet, as unidades policiais padronizam suas rotinas e armazenam os boletins em um banco de dados, de modo que eles sejam consultados no Infocrim.
Infocrim - Com o Infocrim, a polícia cria roteiros para patrulhamento das áreas de maior criminalidade, despachando viaturas e designando policiais para o local das ocorrências. O Infocrim cruza dados dos boletins de ocorrência para a elaboração do mapa da criminalidade.
Viaturas mais equipadas - Algumas viaturas funcionam como uma espécie de central de inteligência e para isso estão equipadas com palmtops (veículos pequenos) ou notebooks, além de rádios digitais. Assim, no local da ocorrência o policial pode, por exemplo, pesquisar um veículo, uma arma ou uma pessoa que está sendo abordada. É possível também iniciar o registro da ocorrência, sem usar a voz, pelo sistema de radiocomunicação digital.
Lanternas forenses - São três tipos de lanterna que possibilitam o rastreamento de grandes áreas e permitem a visualização de provas impossíveis de detectar a olho nu. Esse equipamento representa um investimento de US$ 15 mil.
Cromatógrafo líquido de alto desempenho - Separa os componentes de uma mistura. A partir dele é possível fazer análises de entorpecentes e identificar medicamentos. Custa ao Estado cerca de R$ 1 milhão.
Tecnologia inédita - A Polícia Militar do Estado de São Paulo assinou no dia 26 de abril um protocolo de intenções com uma empresa de tecnologia para instalar a rede de transmissão de dados conhecida como 4G, tecnologia inédita na América Latina. O grande diferencial está na velocidade de comunicação e transmissão de dados entre o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e os policiais na rua.
As informações podem ser transmitidas imediatamente aos homens mais próximos de ocorrência e a comunicação pode ser feita até por meio de videoconferência. Será possível enviar vídeos, áudios e dados em geral em segundos.
As viaturas que receberem a tecnologia também poderão acessar os sistemas inteligentes da PM, como o Fotocrim e o Copom Online, diretamente do computador de bordo do veículo. Será feito um teste de 90 dias e, se aprovada, a tecnologia será implantada em todo efetivo da PM.

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