quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PARALISAÇÃO DE AGENTES PRISIONAIS DE ALAGOAS PODE ACONTECER NESTE FIM DE SEMANA.


Greve  de agentes penitenciários pode prejudicar visitas a presos em AL.



Categoria promete paralisação a partir de sábado por tempo indeterminado.
Direção do Sistema Penitenciário diz que visitas estão mantidas.

Natália SouzaDo G1 AL
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Presidente do Sindpen, Jarbas de Souza (Foto: Natália Souza/G1)Presidente do Sindpen diz que proposta do governo
não satisfaz categoria. (Foto: Natália Souza/G1)
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas de Souza, afirmou, na tarde desta quinta-feira (8), que a greve da categoria está mantida para os próximos sábado (11) e domingo (12), dias em que são realizadas as visitas de familiares aos detentos do Sistema Penitenciário de Alagoas.
"Estamos firmes nessa decisão e a paralisação está mantida. Sabemos que o estado vai fazer de tudo para que essa greve não aconteça, mas anunciamos com antecedência e vamos mantê-la", afirmou Souza.

Entre os motivos da greve estão o projeto de privatização do Sistema Penitenciário de Alagoas, a construção dos novos módulos e gerenciamento dos já existentes e supostas denúncias de improbidade administrativa cometida por gestores públicos.
Ao saberem da paralisação dos agentes no fim de semana, alguns presos protagonizaram um princípio de tumulto, na manhã de hoje, no Sistema Prisional. A superlotação também contribuiu para o protesto dos presos. 
De acordo com o sindicalista, a greve pode prejudicar e até suspender a visita dos familiares aos presos. "Vamos aguardar. Talvez o estado queira contratar terceirizados para fazer as revistas e garantir a ordem, mas estaremos de prontidão para garantir que eles não portem armas, o que é proibido por lei", disse.
Apesar do aviso de paralisação, o superintendente de administração do sistema, tenente-coronel Carlos Luna, afirmou que as visitas estão mantidas para o fim de semana.
"Estamos adotando medidas judiciais, pois entendemos que essa greve não é legal e não conta com o bom senso dos profissionais que aderirem. A responsabilidade deles é grande e o presidente do sindicato está pondo a vida dos próprios colegas de profissão em risco com essa atitude", pontuou.
"O governo do estado concedeu uma bolsa-qualificação no valor de R$ 400, o que representa 25% do que eles ganham, e não é com pressão que os problemas deles vão se resolver", finalizou.

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