quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Agente penitenciário é atingido pela 




própria arma durante briga na capital

Agente teria iniciado discussão com genro por causa de gravidez da filha.
Caso será investigado pela Delegacia de Flagrantes.

Yuri MarcelDo G1 AC
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Agente penitenciário (Foto: Reprodução/TV Acre)O agente penitenciário foi encaminhado à Defla
(Foto: Reprodução/TV Acre)
Uma discussão entre um agente penitenciário e o namorado de sua filha terminou com o agente sendo vítima de um disparo da própria arma na perna esquerda, e o jovem com o braço deslocado. O conflito teria se iniciado por causa da gravidez da menina, que tem 14 anos. O caso ocorreu nesta terça-feira (1), no bairro Aeroporto Velho, em Rio Branco.

Os dois foram levados para unidades de saúde e já tiveram alta. O agente depois foi encaminhado à Delegacia da Mulher para prestar esclarecimentos. De acordo com o delegado Ilzomar Pontes do Rosário, o agente Edmilson da Silva Freire teria sido o responsável pelo começo da discussão.

"Por conta de uma possível gravidez da filha do Edmilson começou uma discussão. Segundo ele, tentaram  agredi-lo primeiro e puxar a arma, que estava em sua cintura. Na tentativa de impedir esse saque, a arma disparou acidentalmente e o feriu", explica o delegado.

Envolvida na briga, a mãe do rapaz, Sônia dos Santos, conta que o agente teria ameaçado o o seu filho no dia anterior à briga e tentado registrar um Boletim de Ocorrência (BO), por não concordar com o relacionamento entre a filha de 14 anos e o rapaz de 18 anos.
"Ele [o agente] foi no meu filho pedir um teste de gravidez, ele disse que não daria, porque não tinha. Então, ele começou a xingá-lo e deu um murro nele, quando me levantei ele deu outro em mim. Meu filho estava atracado com ele, por lá caíram, quando ouvi o tiro. Meu filho estava tentando tomar a arma. O agente tentou atirar no meu filho", diz.

Procurado pelo G1, o agente penitenciário não quis comentar o assunto. Todavia, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindap-AC), Adriano Marques, que acompanhou o depoimento, diz que o agente é que teria sido vítima da agressão.

"Eles [agressores] tentaram tomar a arma que estava com o agente, nisso, ocasionou em um disparo que pegou na perna do agente de raspão. Não pegou no corpo dele, não chegou nem a suturar e nem a fazer curativo. Foi algo bem superficial. Agora está sendo analisado o envolvimento dessas demais pessoas", disse.

Ameaça
De acordo com o delegado Ilzomar Pontes do Rosário, o caso deve ser analisado pela Delegacia de Flagrantes e identifica a possibilidade de existirem ao menos três delitos no caso.

"Analisando superficialmente existem três delitos, ameaça tendo a mãe do namorado da filha do agente como vítima; disparo de arma de fogo, se foi acidental ou não isso as investigações é que vão apontar nessa direção, e tem também um terceiro delito, que seria lesão corporal grave tendo o namorado da filha do agente, como vítima, mas essa classificação final quem dará será o delegado da Defla", explica.

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