terça-feira, 15 de outubro de 2013

FALTA DE EFETIVO DE AGENTES

Agentes reclamam de baixo efetivo e 




presos ficam sem banho de sol



Fato aconteceu nesta segunda, 14, na Penitenciária Ênio Pinheiro.
Sindicato diz que falta segurança aos presos e agentes penitenciários.

Ivanete DamascenoDo G1 RO
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Colônia Agrícola Penal Ênio Pinheiro em Porto  Velho (Foto: Taísa Arruda/G1)Penitenciária Ênio Pinheiro em Porto Velho
(Foto: Taísa Arruda/G1)
Nesta segunda-feira (14), os detentos da Penitenciária Estadual Ênio dos Santos Pinheiro, em Porto Velho, não tiveram direito ao banho de sol. O motivo, segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários deRondônia (Singeperon), é a falta de efetivo e segurança. No local, existem oito agentes trabalhando em cada plantão. A categoria pede que seja permitido a realização de horas extras para que o serviço seja normalizado. A Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) diz que até a sexta-feira (18) apontará uma decisão para o problema de horas extras em todas as unidades prisionais.
Ronaldo Rocha, diretor social do Singeperon, explica que o serviço da categoria foi prejudicado na unidade prisional após a proibição de fazer horas extras. "Dos oito servidore que trabalham na penitenciária, três devem ficar em base fixa, dois na parte da frente e sobram apenas três para o serviço carcerário. Não há segurança, nem para o preso, nem para o trabalhador", afirma Rocha.
O problema, conta Rocha, começou quando as horas extras foram suspensas. Ele diz que o problema se repete nas Colônias Penais, Penitenciária de Médio Porte e Centro de Ressocialização Vale do Guaporé. "Não queremos prejudicar o serviço. Só queremos mais segurança. E isso acontece com mais servidores no local", frisa o diretor.
Ao G1, a Sejus informou que uma reunião foi realizada na manhã desta segunda-feira com representantes da categoria. Na conversa, ficou acordado que, até sexta-feira, haverá reuniões com as direções das unidades prisionais para saber a real necessidade de mais efetivo. A suspensão das horas extras, segundo a Sejus, dependerá de cada caso.
Quanto a suspensão do banho de sol dos presos da Penitenciária Estadual Ênio dos Santos Pinheiro, a Sejus diz que é dever profissional dos agentes e eles não podem deixar de cumprir esta parte da função.

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