domingo, 27 de outubro de 2013

Nakamura experimenta roupas confeccionadas por detentos em MG

No Giro Domingão, assistente de palco mostra que tricô e crochê feitos por presidiários estão conquistando cidades como Nova York, Tóquio e Paris

27/10/2013 às 19h00
Atualizado em 27/10/2013 às 20h49
nakamura (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)Nakamura se encanta com o trabalho dos detentos e veste peças (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)


Você sabia que o tricô e o crochê confeccionados no Brasil estão fazendo o maior sucesso em Tóquio, Nova York e até Paris? É isso mesmo! E para contar essa história no Giro Domingão, Carol Nakamura foi até Juiz de Fora, onde as peças são confeccionadas. A assistente de palco mostrou que a ideia surgiu da estilista Raquell Guimarães. Para realizar seu projeto, a mineira foi buscar mão de obra em um complexo penitenciário. Hoje, 18 homens que vivem lá são responsáveis pela produção de todo o badalado tricô.Para comentar o que viu, Nakamura foi até o palco do Domingão vestida com uma linda peça produzida pelos detentos: um vestido vinho chiquérrimo. "A história é muito emocionante", antecipou ela antes de contar que as peças são confeccionadas na penitenciária. "Este é um projeto social. Entrei na penitenciária e passei pelo processo normal de revista. Comecei a conhecer tudo que os presos fazem. Eles têm várias atividades, entre elas, estudo. Eles também fazem pães para escolas e creches municipais", contou a assistente de palco. 
Difícil acreditar que de mãos tão brutas existe tanta sensibilidade"
Nakamura
Nakamura ainda enfatizou que 80% dos presos trabalham e estudam no complexo penitenciário Professor Ariosvaldo de Campos Pires. Admirada com a habilidade dos homens em relação ao tricô e ao crochê, Nakamura se admirou: "Difícil acreditar que de mãos tão brutas existe tanta sensibilidade".
A repórter também contou como começou o projeto. "A Raquel ensinou os presos com a finalidade deles entrarem no mercado de trabalho após cumprirem a pena", disse Nakamura, mostrando como os detentos trabalham. "O projeto não é o perdão da pena. Quando entrei na penitenciária deixei de lado todos os meus julgamentos e preconceitos. Quando estas pessoas estiverem do lado de fora, elas terão a oportunidade de serem pessoas melhores", comentou Nakamura.
naka (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)Carol Nakamura mostra mais um modelo (Foto: Domingão do Faustão / TV Globo)
Carol não poderia deixa de repassar a mensagem que tomou como lição ao acompanhar os detentos. "Temos mãos que já pegaram em armas pegando em agulhas, eu tenho como lição que o impossível não exite", disse.
Fonte: tv.globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário