terça-feira, 5 de novembro de 2013

Agentes denunciam falta de estrutura no Compajaf
Trabalhadores alegam que problema se agravou após saída da PM
Agentes privados denunciam problemas estruturais no complexo (Foto: Arquivo Infonet)
Os agentes privados penitenciários, que atuam há quatro anos, no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (COMPAJAF), localizado no bairro Santa Maria, denunciam que correm risco de morte. Os trabalhadores alegam o problema se agravou após a retirada da Polícia Militar do Complexo e com a decorrência dos problemas em sua estrutura física. Os agentes atribuem o que chamam de descaso, à administração da empresa Reviver, responsável pela administração do COMPAJAF.
À frente das denúncias, o Sindicato dos Agentes Privados Penitenciários (SINTRADISPEN/SE) relatou através de nota, que as cinco guaritas que servem como segurança nunca foram ativadas, e as 30 portas danificadas e sem dobradiças são provas concretas de que falta interesse em tornar o local mais seguro. O dirigente sindical Antônio Luiz relata que os motins no COMPAJAF são diários, mas a situação piorou com a retirada da Polícia Militar. “É necessário garantir uma condição mínima de segurança aos agentes”, afirmou.
Os dirigentes sindicais também denunciam que há dois anos, a empresa Reviver tem repassado a contribuição descontada do salário do trabalhador para um sindicato que não representa os agentes de segurança. “A contribuição dos agentes deve ser repassada para um sindicato que represente os agentes e não outro sindicato que a empresa escolheu”, explicou Antônio Luiz.
Em nota, a Secretaria de Justiça de Sergipe (Sejuc) informou que todas as portas já foram consertadas e as guaritas estão ativadas, com agentes penitenciários portando fuzis 556.
“O Compajaf é um presídio de segurança máxima considerado modelo. Suas instalações foram, inclusive, visitadas na manhã da última sexta-feira, 01, pelo Desembargador e vice-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, pelo Promotor de Justiça das Execuções Penais daquele Estado e pelo Superintendente Geral Adjunto de Administração Penitenciária, que vieram conhecer a unidade, considerada referência pela organização e estrutura, porque vão implantar sistema de cogestão com a Reviver Em Alagoas também. Os três puderam constatar, in loco, como funciona o modelo de cogestão e comentaram (conforme matéria enviada no dia 1º) que ficaram muito bem impressionados com a estrutura e organização do local. Segundo eles, é um modelo que muito se aproxima da letra da Lei de Execuções Penais e q e aponta para a ressocialização, devendo, portanto, ser aplicado em outros estados”.
Reviver
A unidade de segurança máxima é administrada pelo Estado de Sergipe em parceria com a Empresa Reviver. A reportagem do Portal Infonet entrou em contato com a empresa, através do número fornecido pela assessoria da Sejuc, mas sem êxito. O Portal está à disposição caso queira se manifestar, através do jornalismo@infonet.com.br ou pelo telefone 2106 8000.

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