terça-feira, 5 de novembro de 2013

Brasil registra alta na violência e nos gastos com Segurança Pública.


ÍNDICE DE VIOLÊNCIA E GASTOS COM SEGURANÇA TIVERAM ALTA DE 2009 A 2012.
NÚMERO DE ASSASSINATOS CRESCEU 8% E VERBA PARA MANTER SEGURANÇA, 16%.


Um estudo divulgado na segunda-feira (4) mostra que os números da violência no Brasil só aumentam, apesar do alto gasto com segurança pública. O Brasil gastou, no ano passado, R$ 61 bilhões em segurança pública, o que equivale a 16% a mais que em 2011. Com um investimento maior, era de se esperar uma queda na criminalidade, o que não aconteceu. Os homicídios dolosos, com intenção de matar, vêm crescendo. Em 2009, ocorreram 42 mil assassinatos, em 2011, foram 43 mil e, no ano passado, saltaram para 47 mil, um aumento de quase 8%. “O quadro é extremamente preocupante e nos revela que o modelo de organização das polícias brasileiras e da segurança pública brasileira está completamente anacrônico e falido”, analisa Renato Sérgio Lima, membro do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Para especialistas, não adianta simplesmente aumentar os recursos da segurança pública se o dinheiro for mal aplicado. Eles dizem ainda que, pra reduzir a criminalidade, é preciso estabelecer e cobrar metas das polícias. “E o que o policial precisa entregar são inquéritos bem feitos, policiamento ostensivo de qualidade, presença cotidiana nas ruas e inquéritos que resultem em condenações de infratores”, avalia Leandro Piquet Carneiro, cientista político.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública defende a unificação das polícias. “Isso exige uma reforma estrutural intensa na legislação, e o passo seguinte, também de forma simultânea, seria um investimento pesado em gestão e uso da informação e da inteligência”, complementa Renato Sérgio Lima.  Um levantamento da ONG Contas Abertas, em Brasília, aponta falta de investimento em segurança pública. ”Nos últimos 12 anos, nós deixamos de aplicar - eu me refiro a todos os órgãos do Ministério da Justiça ligados à segurança pública - R$ 32 bilhões, sendo que R$ 8 bilhões somente em investimentos. O que seria a construção de presídios, delegacias, compras de equipamentos e outras aquisições do gênero”, informa Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG. O Ministério da Justiça não se pronunciou sobre o assunto.

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