quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quem é modelo de gestão prisional no país é o PARANÁ. Divulguem... Estado onde os agentes tem o maior salário

Sistema de gestão prisional do Paraná será modelo para a ONU

06/11/2013 14:30


O governador Beto Richa anunciou, em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, uma parceria entre o Governo do Estado, a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Conselho Nacional de Justiça para disponibilizar a outros países o modelo de gestão prisional adotado no Paraná. A parceria será formalizada em dezembro.

"O Paraná hoje tem uma excelente proposta, que é referência para o Brasil e certamente internacional. Um modelo muito criterioso e detalhado para acompanhamento e gestão na área prisional, com uma série de avanços permitidos pelo uso de ferramenta tecnológica. A parceria colocará à disposição, irá compartilhar essa experiência do Paraná com o resto do mundo”, afirmou o governador na entrevista à jornalista Mônica Vellela Grayley, chefe da unidade de língua portuguesa da rádio das Nações Unidas.

A entrevista foi concedida logo após o encontro do governador com Heraldo Munõz, secretário-geral adjunto e diretor do escritório regional para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O modelo de gestão prisional e a futura parceria foram assuntos debatidos na reunião.

INTEGRAÇÃO DE DADOS - O Governo do Paraná indexou seus programas e ações nos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), das Nações Unidas, usando ferramentas de tecnologia da informação para monitorar as ações e seus resultados nas áreas de erradicação da pobreza, educação, saúde, meio ambiente e desenvolvimento.

O projeto, chamado SIM-ODM, é coordenado pela Secretaria Estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e usa informações armazenadas na Celepar para organizar a gestão pública através de ferramentas de Business Inteligence (BI). Hoje já são mais de 100 BIs implementadas em diversas áreas.

Na área de gestão prisional, o uso da ferramenta de Business Inteligence permitiu a integração de dados do Poder Executivo, com o Poder Judiciário e o Ministério Público Federal. É o único modelo do País com essa integração.

Na entrevista à Rádio ONU, o governador Beto Richa contou que antes do programa havia sérios problemas no Paraná, incluindo a situação de detentos custodiados em delegacias de forma irregular. “Por falta de informação e comunicação, muitos detentos acabavam ficando mais tempo do que o determinado pelas suas penas. Com o programa de gestão, essas situações os casos começaram a ser corrigidas”, afirmou Richa.

Com a ferramenta de BI que permitiu o cruzamento de dados, o número total de presos no Estado caiu de 30.500 para 28 mil. A secretária estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, explica que a redução equivale a deixar de construir seis presídios, ao custo mínimo de R$ 60 milhões, e corrigir o principal problema de violação dos direitos humanos, que é a superlotação carcerária.

"O PNUD ficou impressionado com os resultados deste programa e quer participar desta parceria e disponibilizar para todo o mundo", afirmou o governador na Rádio ONU. Richa formalizou o convite ao diretor do PNUD, Heraldo Muñoz, para comparecer à assinatura da cooperação com a agência das Nações Unidas.

DESENVOLVIMENTO HUMANO – Na entrevista, Beto Richa comentou também o avanço do Índice de Desenvolvimento (IDH) alcançado pelo Paraná, conforme mostrou o último levantamento feito no País. O assunto foi destacado no encontro entre Richa e Heraldo Munõz.

“O Paraná alcançou crescimento no IDH e certamente vai avançar mais, porque temos muitos programas na área social, muitos investimentos”, disse Richa. Ele ressaltou o modelo de industrialização adotado no Estado, por meio do programa Paraná Competitivo, que busca disseminar os investimentos privados à todas as regiões. “Só com os empreendimentos apoiados por este programa são criado 150 mil empregos. Isso garante riquezas, prosperidade e oportunidade para as pessoas. Por isso, teremos um crescimento de IDH ainda mais acentuado nos próximos anos”, afirmou Richa.

TRANSPARÊNCIA – A entrevista abordou, também, a posição de Beto Richa, apontado em pesquisa como um dos governadores mais populares do Brasil. “O segredo é procurar fazer tudo da melhor maneira, sem demagogia e sem enganação”, disse Richa.

“A população acompanha no dia a dia a atuação dos gestores públicos. A manifestação nas ruas é um grande recado para os maus gestores, porque a sociedade não aguenta mais a corrupção, a ineficiência”, destacou o governador. “Não aceitamos a manifestação violenta, mas é importante acompanhar as manifestações legítimas. Somos representantes do voto popular e não podemos nos distanciar dos compromissos eleitorais”, afirmou Richa.

AGENDA - A visita à ONU fez parte da agenda que o governador cumpre nos Estados Unidos, nesta semana. O governador comanda uma comitiva do Paraná que participa da missão Modelo de Desenvolvimento do Paraná, organizada pela revista Voto e pelo Centro de Estudos sobre Brasil, Rússia, Índia e China (BRICLab), da Universidade de Columbia. Os empresários Edson Ramon, presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), e Cesar Augusto Federman, integram a comitiva do Paraná nos Estados Unidos.

Entre os compromissos nos Estados Unidos, Richa ministrou palestra para acadêmicos da Universidade de Chicago e teve encontro com empresários e empreendedores no banco JP Morgan, à convite da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Nesta quinta-feira (7), o governador estará na Conferência de Mercados Emergentes do Banco HSBC e, em seguida, participa da gravação de uma aula digital do programa Globo Direction Classes na Universidade de Columbia.

Na sexta-feira vai ao Conselho das Américas, instituição que reúne empresas com interesse em abrir novos mercados na América Latina, Canadá e Caribe. 

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