segunda-feira, 24 de março de 2014


Bandidos invadem prédio do sistema prisional na Grande BH e roubam 45 armasCriminosos entraram na Central Integrada de Escoltas que fica perto do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. O espaço concentra uma equipe especial de agentes penitenciários responsáveis por escoltar presos

Publicação: 24/03/2014 08:22 Atualização: 24/03/2014 10:44

Bandidos invadiram um prédio do sistema prisional de Minas Gerais na madrugada desta segunda-feira e roubaram 45 armas. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), os criminosos entraram a Central Integrada de Escoltas que fica perto do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os nove agentes penitenciários que estavam no plantão foram dopados. As forças de segurança de Minas montaram uma megaoperação para prender o grupo e apurar as circunstâncias do crime. 

Agentes que chegaram para trabalhar pela manhã encontraram alguns colegas dormindo e outros passando mal. Quando fizeram uma verificação na sala de armas, detectaram que haviam sido roubados 39 pistolas .40 e seis submetralhadoras. A Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência e a perícia da Polícia Civil foi até o local para fazer inspeção de diversos alimentos que foram ingeridos. De acordo com Seds, os agentes penitenciários foram encaminhados para exame de sangue, para verificar se houve ingestão de alguma substância indevida.

A Central Integrada de Escoltas é um espaço que concentra uma equipe especial de agentes penitenciários responsáveis por escoltar presos. No local, os servidores se preparam para o deslocamento de detentos, quando há uma agenda programada para transferências ou transporte. Por isso, é um galpão que concentra grande quantidade de armamento. Em Minas, existem apenas duas dessas unidades, uma em Neves e outra em Juiz de Fora, na Zona da Mata. 

Segundo a Seds, o modelo de central integrada foi implantado recentemente. Em Neves, a inauguração ocorreu em meados de 2013 com objetivo de otimizar os trabalhos do sistema prisional agilizando a transferência e o encaminhamento de presos para delegacias, hospitais e fóruns.

Megaoperação 


Um grande cerco policial foi montado no entorno da Central Integrada de Escoltas, impedindo o acesso ao galpão invadido na madrugada. Viaturas das polícias Civil e Militar entram e saem da área fechada o tempo todo. Por volta de 9h30, uma van com mais de 20 militares entrou no terreno. Estão no local investigadores da Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp), policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), representantes da Corregedoria da Seds, militares do 40º Batalhão, entre outros setores. 

Alimentação 

O representante da Associação União dos Agentes Penais, Henrique Corleone, está acompanhando a situação dos servidores dopados. Segundo ele, os agentes podem ter sido vítimas de uma alimentação “batizada”. Corleone relatou que a comida dos agentes chega em marmitas, distribuídas pela empresa Stillus, que pertence à família Perrella, e ganhou licitação para o serviço. 

“A gente entende que a possa ser a empresa que enviou a comida adulterada para os agentes e causou intoxicação”, afirma. De acordo com Corleone, os profissionais foram encontrados pelos colegas vomitando e alguns desacordados. A associação está dando apoio para familiares dos servidores e deslocou o conselheiro regional de Juiz de Fora até Neves, para ajudar no suporte.

2 comentários:

  1. perderam fácil demais.
    vergonhoso pro sistema.

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  2. Tem que investigar a fundo esse agente Marcos que foi preso levando droga para drumond, esse é bandido.

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