domingo, 18 de maio de 2014

Negociação é retomada e um refém é liberado em rebelião em Sergipe


Agente ferido foi liberado por volta das 11h30 deste domingo (18).
126 familiares de presos continuam dentro do presídio.

Marina FonteneleDo G1 SE
Detentos se aproximam da grade para conversar com negociadores (Foto: Reprodução/TV Sergipe)Detentos se aproximam da grade para conversar
com negociadores (Foto: Reprodução/TV Sergipe)
A negociação com os detentos rebelados no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf) foi retomada no início da manhã deste domingo (18) em Aracaju, Sergipe. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa ao Consumidor (Sejuc) um agente ferido, que era mantido refém, foi liberado por volta das 11h30 deste segundo dia de motim na unidade.
"Conseguimos fazer um acordo para que esse agente ferido fosse liberado para receber atendimento médico. Acredito que a rebelião vai se encaminhar para o fim em breve", afirmou Marinho Tibas , da assessoria de comunicação da Sejuc.
O comandante-geral da Polícia Militar de Sergipe, coronel Maurício Iunes, confirmou que alguns presos começaram a ser transferidos para outras unidades prisionais do estado por volta das 12h30 deste domingo (18). "Prefiro não informar quantos estão sendo transferidos nem para onde eles vão por questão de segurança. Estamos cumprindo o acordo, e os detentos informaram que em troca disso vão liberar os reféns”, afirmou.

Além disso, 126 familiares estão impedidos de deixar a unidade prisional de segurança máxima, que fica no bairro Santa Maria, na capital de Aracaju.
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Sergipe (SSP), a situação no local é considerada sob controle, apesar de os presos manterem ainda três agentes da Fundação Reviver reféns – um deles também ferido.
Negociações
“As negociações recomeçaram neste domingo às 7h. Representantes de órgãos de segurança, do sistema penitenciário e da Justiça permanecem reunidos na unidade em busca de alguma resolução do conflito, que esperamos que seja em breve e sem mais problemas. No mais, a gente pode considerar que a noite foi tranquila”, informa Marinho.
Um cão farejador utilizado na revista do presídio foi morto no início do motim, por volta das 11h de sábado (17), no fim do horário de visita. Os detentos pedem a transferência de alguns presos da unidade, além de melhores condições de tratamento e menos regras para a entrada das visitas.
No Compajaf, que é considerado de segurança máxima, existem cerca de 480 presos por crimes como homicídio, latrocínio, estupro, roubo, estelionato, entre outros. A unidade não está superlotada. A última grande rebelião no local foi há dois anos e durou cerca de 26 horas.
 

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