segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E O CAOS ESTÁ SE INSTALANDO!!! DETENTOS INICIAM GREVE DE FOME NOS PRESÍDIOS.




Pavilhão 1 da Penitenciária de Alcaçuz é alvo da operação de revista da PM (Foto: Henrique Dovalle/G1)Dos 900 presos da Penitenciária de Alcaçuz, 550 fizeram greve de fome (Foto: Henrique Dovalle/G1)
A greve de fome iniciada nesta segunda-feira (1) no sistema penitenciário do Rio Grande do Nortefoi aderida por mais de dois mil detentos de pelo menos seis unidades prisionais. O levantamento foi feito pelo G1 com base nos dados repassados pela Coordenadoria de Administração Penitenciária do Estado (Coape) e diretores dos presídios em que os apenados ficaram sem se alimentar. A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania ainda não sabe o que motivou a greve de fome de 2.157 presos.
A coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, conta que os presos não aceitaram comer o café da manhã, o almoço, o jantar e o lanche da noite. Para evitar o desperdício da comida, alguns diretores de presídios redistribuíram as quentinhas entre apenados que não aderiram à greve de forme ou fizeram doações. No entanto, na maioria dos casos, a comida estragou. "Acreditamos que a movimentação começou hoje porque os detentos estão com suprimentos por causa das visitas do fim de semana", diz Dinorá Simas. Os presos não fizeram nenhuma reivindicação até o momento.

Está confirmada a greve de fome em seis unidades: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim; Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; e Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim. A coordenadora de Administração Penitenciária vai se reunir com todos os diretores nesta terça-feira (2) para avaliar a situação de cada unidade prisional e estudar medidas.
Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, em Alcaçuz (Foto: Ricardo Araújo/G1)Na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, a
maioria dos detentos evitou as refeições
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
Situação nos presídios
Na Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado, dos quatro pavilhões onde estão encarcerados 900 detentos, três aderiram à greve, totalizando 550 presos sem se alimentar. Os presos costumam fazer quatro refeições por dia em Alcaçuz. É servido pão e café pela manhã e à noite, enquanto as quentinhas são distribuídas no almoço e jantar. "Para não perder tudo, redistribuímos a comida com os 350 presos que estavam comendo normalmente", explica o diretor da unidade, Ivo Freire, que pretende visitar os pavilhões nesta terça para apurar o motivo da greve de fome.

Enquanto isso, na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, 350 dos 400 presos se mobilizaram. Com isso, cerca de 700 quentinhas que seriam servidas no almoço e jantar estragaram. O diretor da unidade, Osvaldo Rossato, não recebeu reivindicações. "Teve esse salve desde cedo, mas o dia foi tranquilo. Não temos notícia do que seja", afirma.
O diretor da Penitenciária Estadual de Parnamirim, Durval Oliveira Franco, informou que também não houve registro de tumulto entre os 497 presos da unidade. "Os dois pavilhões evitaram as refeições o dia todo. O movimento foi meio silencioso. As quentinhas se perderam todas", relata.
Penitenciária Estadual do Seridó foi interditada (Foto: Ilmo Gomes)Presos da Penitenciária do Seridó, em Caicó,
também aderiram greve de fome (Foto: Ilmo Gomes)
Na Cadeia Pública de Natal, a solução encontrada pelo diretor Eider Pereira de Brito foi doar as refeições para bairros periféricos da cidade. "Os 400 detentos dos dois pavilhões aderiram. Já doamos as sobras normalmente e hoje enviei um agente penitenciário para levar as quentinhas para comunidades carentes", diz. O diretor também informou que vai apurar o motivo da greve de fome com os detentos nesta terça.

De acordo com o vice-diretor da Penitenciária do Seridó, Ednaldo Cândido Dantas, a maior parte da comida estragou. "A carne deu para colocar no freezer e evitar o desperdício", conta. Na unidade, 310 dos 470 apenados não aceitaram as refeições. Participaram da greve de fome os detentos dos dois maiores pavilhões da penitenciária, que possui um total de cinco pavilhões.

A última unidade prisional que teve a greve de fome confirmada foi o CDP de Ceará-Mirim, onde segundo a coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, 50 presos deixaram de comer.
FONTE:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/09/mais-de-2000-presos-mantem-greve-de-fome-nos-presidios-do-rn.html
MAIS:

Detentos fazem greve de fome nos cinco maiores presídios do RN

Detentos de cinco unidades prisionais do Rio Grande do Norte iniciaram uma greve de fome no início da manhã desta segunda-feira (01). Segundo a coordenadora de Administração Penitenciária (Coape), Dinorá Simas, os presos estão articulados e recusaram o café da manhã e o almoço oferecidos durante o dia. Dinorá Simas explica que a causa da greve ainda não foi descoberta pela Alministração Penitenciária, porém, os responsáveis pelos presídios trabalham em conjunto para descobrir a motivação.

De acordo com o diretor da Penitenciária de Alcaçuz - localizada a cerca de 30 quilômetros de Natal -, Ivo Freire explica que apesar da recusa de alimentos nenhuma movimentação estranha ocorreu até o momento. “ Aqui no presídio está tudo tranquilo, interrogatórios já foram feitos aos presos mas ninguém explicou o motivo da greve. O serviço de inteligencia está tentando descobrir agora quem são os líderes do movimento, nós sabemos que eles estão articulados entre si, mas não entendemos como”, afirma. 

O diretor do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, Osvaldo Júnior também afirma que os presos recusaram as refeições, mas que no local não houve nenhuma alteração estranha até o momento. “Após as visitas do fim de semana, os presos ficaram com suprimentos, essas greves de fome são até comuns. Mas vamos trabalhar conjuntamente principalmente para desvendar quem são os líderes do movimento”, explica.

A greve de fome está ocorrendo nos seguintes presídios: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; na Penitenciária Estadual de Parnamirim, em Parnamirim; na Cadeia Pública de Natal; e Penitenciária do Seridó, em Caicó.

FONTE:Tribuna do Norte

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