sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Giovane de Moraes deixa direção do CERESP/JF

Depois de estar à frente da unidade em JF por oito anos, diretor encaminhou à Seds pedido de afastamento e exoneração do cargo
 
Por Daniela Arbex

Giovane de Moraes Gomes está fora do Ceresp. Diretor da unidade por oito anos, ele declarou, nesta sexta-feira (12), à Tribuna, que encaminhou à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) o seu “pedido” de afastamento e exoneração do cargo. A saída do servidor acontece dois dias depois de a Tribuna revelar a existência de procedimento investigatório para apurar se há ligação do então diretor com o juiz preso Amaury de Lima e Souza. Detentos do sistema carcerário de Juiz de Fora confirmaram, em julho, durante depoimento para a Corregedoria de Justiça, que havia um esquema de propina para alcançar regalias dentro da cadeia e que Giovane se beneficiaria dele, informações que ainda não foram confirmadas. A permanência do servidor no cargo já estava ameaçada desde quinta-feira à noite, quando várias rodadas de reunião ocorreram em Belo Horizonte, a fim de discutir o encaminhamento do caso.

Ainda nesta sexta, Giovane disse que o seu pedido de exoneração foi motivado pela insatisfação quanto à atual situação em que se encontra e que a decisão de deixar o cargo foi tomada em comum acordo com a secretaria. Agente penitenciário de carreira, o ex-diretor deverá retomar as antigas funções, embora não saiba, ainda, onde vai trabalhar. “Estou analisando os convites que recebi”, afirmou. Mesmo longe do Ceresp, ele continuará respondendo ao inquérito policial instaurado na 5ª Delegacia Distrital de Polícia Civil, a pedido do Ministério Público.
A promotora Sandra Totti, que recebeu a documentação no caso de Giovane, enviada pela Corregedoria de Justiça, solicitou, ainda, a apuração de responsabilidade administrativa por tratar-se de um agente do Estado. A Seds confirmou que instaurou procedimento para acompanhar os desdobramentos do caso. Em entrevista anterior, Giovane disse estar tranquilo quanto à investigação, alegando que a Justiça realmente precisa apurar as denúncias. No entanto, ele atribuiu os depoimentos dados pelos presos à retaliação.

FONTE:TRIBUNA DE MINAS
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