quinta-feira, 25 de setembro de 2014

LUTO:Policial Civil é morto no interior de Minas.


 
Nota de Pesar
Lamentamos a morte do investigador de polícia civil, Vandir Rodrigues Ferreira, que foi assassinado nesta madrugada, na cidade de Malacacheta/MG, no Vale do Jequitinhonha.
O Presidente do Sindpol/MG, Antônio Marcos Pereira, esteve hoje cedo com a Chefia de Polícia do Estado para acompanhar de perto as investigações, e reforçar o pedido para uma apuração mais rigorosa sobre o fato.
O sepultamento será amanhã na cidade de Teófilo Otoni/MG.
FONTE:http://www.sindpolmg.org.br/pagina/3841#.VCSWQONdW0Y

EM MALACACHETA

PM executa policial civil com seis tiros durante confusão em Minas

Morte aconteceu durante uma ocorrência de pertubação do sossego, onde a Polícia Militar foi acionada; motivo do atrito seria um som alto

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Civil
Policial foi assassinado no momento em que estava na casa da mãe
PUBLICADO EM 25/09/14 - 12h05

Uma confusão durante um registro de ocorrência de pertubação de sossego realizada pela Polícia Militar terminou com um policial civil morto, no fim da noite dessa quarta-feira (24), em Malacacheta, no Vale do Jequitinhonha. A vítima foi executada com seis tiros por um militar.

De acordo com as primeiras informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, o caso aconteceu na casa da mãe do investigador Vandir Rodrigues Ferreira. Por causa de um som alto, a polícia foi acionada.
"Durante o jogo do São Paulo contra o Flamengo, o Vandir estava com a família na parte de fora da casa com o volume do som muito alto. Quando a polícia chegou, ele e o militar começaram a discutir e se agrediram fisicamente. No meio da briga, ele  pediu ao irmão a sua arma e, nesse momento, o outro começou a atirar", contou um morador que pediu par anão ter o nome divulgado.
Ferreira chegou a ser socorrido pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado a um hospital da cidade, porém não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme a corporação, militares teriam gravado a confusão. O policial responsável pelos disparos é ouvido na delegacia de Teófilo Otoni.
A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), que encaminhou uma nota por meio de sua assessoria de imprensa sobre o assunto. "A SEDS lamenta profundamente a morte do policial civil Vandir Rodrigues Ferreira, lotado em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A SEDS garante ainda que a ocorrência será apurada com total rigor e que todas as providências criminais e disciplinares relacionadas ao fato serão tomadas", dizia o texto.
Ainda conforme a secretaria, ela acompanhará o inquérito e encaminhará todas as apurações das circunstâncias do ocorrido para as corregedorias das duas instituições, para eventuais providências. "A SEDS ressalta que o ocorrido trata-se de fato isolado, não comprometendo de nenhuma forma o trabalho conjunto realizado pelas polícias civil e militar", finalizou.
Profissional exemplar
De acordo com o delegado de Teófilo Otoni, Alberto Tadeu de Oliveira, Ferreira nunca se meteu em confusão e era um policial exemplar.
Ele estava na corporação há quase 20 anos e trabalhava junto com a mulher, que é telefonista da delegacia. O investigador deixa filhos.
O corpo da vítima será velada até as 18h em Malacacheta e, sem seguida, volta para Teófilo Otoni, onde deverá ser sepultado nesta sexta-feira (26).
Atualizada às 14h50
FONTE:http://www.otempo.com.br/cidades/pm-executa-policial-civil-com-seis-tiros-durante-confus%C3%A3o-em-minas-1.921511

Policial civil é morto por sargento da PM no interior de Minas

O caso aconteceu em Malacacheta. Os policiais militares foram atender a uma ocorrência de perturbação de sossego em que o investigador era o denunciado. Houve briga e confusão

Publicação: 25/09/2014 12:00 Atualização: 25/09/2014 12:06
Um policial civil foi morto a tiros por um sargento da Polícia Militar (PM) no fim da noite de quarta-feira no Bairro Tancredo Neves, em Malacacheta, no Vale do Jequitinhonha. A PM foi acionada para atender a uma ocorrência de perturbação de sossego em que o investigador V.R.F. foi denunciado por colocar o som alto e incomodar a vizinhança. Na abordagem ao investigador, houve tumulto e tiros.

De acordo com o boletim de ocorrência, o sargento da PM C.S.J., que estava de folga em casa, ligou para o 190 denunciando o som alto do vizinho em um carro. Uma equipe - com dois militares em serviço - foi até o local indicado pelo denunciante, imóvel que pertence à mãe do investigador. Segundo a PM, o policial civil se apresentou na porta da casa com fortes sintomas de embriaguez. Conforme o relato, o investigador questionou a presença da PM na porta da residência em tom agressivo dizendo que não gostou da denúncia feita pelo vizinho.

Os dois militares que participaram da ocorrência são os sargentos S.M.V. e A .C.S.. Acompanhados do sargento denunciante, eles tentaram conversar com V.para acalmá-lo, mas o investigador insistiu em ofender o vizinho. Os dois PMs em serviço começaram a gravar tudo que era dito por V., com uma câmera digital, pois o investigador insistiu nas ofensas ao vizinho.

O sargento A .C.S telefonou para o delegado regional da Comarca de Malacacheta para relatar a situação e tentar uma ajuda na negociação. O PM foi orientado a fazer um boletim de ocorrência para que posteriormente fossem tomadas as providências por parte da Polícia Civil. Ao perceber que os militares estavam filmando, V. ofendeu os policiais dizendo que queriam prejudicá-lo com a filmagem.

Uma confusão se formou e segundo o boletim de ocorrência, V. pediu ao irmão R.R.F. que buscasse sua arma de fogo na casa. O investigador foi para cima do sargento S.M.V, que estava filmando a ação, e jogou a câmera no chão. Os dois se atracaram e o sargento A .C.S interferiu tentando conter o investigador. Os três envolvidos ficaram no chão em luta corporal até que o sargento C.S.J, que denunciou o som alto, gritou: “cuidado, o cara vai atirar”, se referindo ao irmão do policial civil que já estava com arma em punho.

De acordo com o boletim de ocorrência, V. incentivou o irmão R. atirar contra os militares, se levantou e segurou a arma junto com o irmão. O sargento S.M.V, ainda caído ao solo e diante da ameaça, sacou sua pistola calibre .40 e atirou quatro vezes contra V.. A arma do investigador foi recolhida e ele encaminhado para o hospital municipal pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), onde foi constado o óbito.

O irmão de V. ameaçou os militares envolvidos na ocorrência dizendo que o assassinato não ficaria daquele jeito. Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para o quartel da PM. Todas as filmagens feitas no local da ocorrência ficaram à disposição do comando da PM local e da Polícia Civil. Um representante da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais acompanhou o registro da ocorrência.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo registrado na 15º Departamento de Teófilo Otoni e ainda não foram ouvidas todas as testemunhas. O sargento que atirou contra o policial civil se apresentou na delegacia para a autuação em flagrante pelo homicídio. A corporação informou que o investigador foi morto com seis tiros.
FONTE:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2014/09/25/interna_gerais,572735/policial-civil-e-morto-por-sargente-da-pm-no-interior-de-minas.shtml

2 comentários:

  1. Enquanto a força de segurança pública não se unir, e ter em mente que o inimigo e outro, e não os próprios irmãos que integram a segurança em nosso Estado, infelizmente veremos fatos como este. O LUTO NÃO É SÓ NA PC E SIM EM TODOS OS ÓRGÃOS QUE FAZEM PARTE DA SEGURANÇA EM MINAS
    GUIMA

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  2. Muito triste uma situação dessa,uma simples ocorrência tranformou-se em uma tragédia.LAMENTAVEL!

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