segunda-feira, 13 de outubro de 2014

DETENTOS REBELADOS FAZEM 19 REFÉNS,DENTRE ESTES,ESTÃO 12 AGENTES PRISIONAIS.

REINCIDÊNCIA

Presos rebelados fazem 19 reféns em penitenciária do Paraná

Metade do presídio não participou da ação, em uma ala separada; já os demais queimaram colchões e se espalharam por um pátio


PUBLICADO EM 13/10/14 - 21h11
Doze agentes penitenciários e sete presos são mantidos reféns em uma rebelião que se estende desde a manhã desta segunda-feira (13) na Penitenciária Industrial de Guarapuava (a 252 km de Curitiba).

Duas pessoas ficaram feridas --um deles, um agente que teve queimaduras leves com um produto químico não identificado.
Alguns dos reféns são mantidos seminus, apenas de cueca e meias, no telhado do presídio. Eles aparentam ser presos, e não agentes, segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná, responsável pelos presídios.
A rebelião começou por volta das 11h. Os amotinados usaram tesouras, chaves de fenda e pedaços de madeira para render 13 agentes e 20 detentos.
Pela tarde, para fugir dos que estavam armados, 11 presos mantidos reféns se jogaram do telhado. Os rebelados ainda jogaram dois detentos do teto. Pela baixa altura, um deles teve apenas feridos leves, foi medicado e transferido para uma ala segura. O segundo detento não se feriu.
A penitenciária abriga 239 homens, com capacidade para 240 vagas. Metade do presídio não participou da ação, em uma ala separada. Já os demais queimaram colchões e se espalharam por um pátio.
Alguns dos líderes do motim permaneceram no telhado, com rostos cobertos, ameaçando alguns reféns. Outros rebelados subiram na guarita da Polícia Militar, que estava vazia, e depredaram vidros.
Os detentos revoltosos estenderam no telhado uma faixa pedindo "Força aos Irmãos", o que, para a secretaria, seria indício de que pertencem a facções criminosas.
Reincidência
Há suspeita, segundo a pasta, de que os líderes já tenham participado de outras rebeliões no Paraná. Caso seja confirmada a reincidência, eles devem ser transferidos a presídios federais em outros Estados.
A Tropa de Choque da PM cercou o local e uma equipe tenta negociar com os que coordenam a rebelião. Além de policiais, as conversas têm apoio de uma juíza, de defensores públicos e membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) local.
Apesar das negociações ao longo do dia, de acordo com a secretaria o grupo amotinado não apresentou nenhuma reivindicação específica --no começo da tarde, reclamou da má qualidade da refeição servida no local.
É a primeira rebelião da penitenciária, criada há 15 anos. A unidade não abriga presos de alta periculosidade e oferece possibilidade de trabalho --há oito empresas instaladas no local, para produção de botas e móveis de escritório, entre outras.
Até as 20h, os 12 agentes e sete presos continuavam dominados pelos rebelados.

Folhapress

FONTE:http://www.otempo.com.br/capa/brasil/presos-rebelados-fazem-19-ref%C3%A9ns-em-penitenci%C3%A1ria-do-paran%C3%A1-1.931764

MAIS:13/10/2014 13h21 - Atualizado em 13/10/2014 20h37

Presos fazem agentes reféns e iniciam rebelião em Guarapuava

DETENTOS INICIARAM MOTIM NO FIM DA MANHÃ DESTA SEGUNDA-FEIRA (13), NO PR.
DE ACORDO COM A SEJU, 12 AGENTES E 160 PRESOS SÃO FEITOS REFÉNS.

Alana Fonseca e Thais KaniakDo G1 PR
Detentos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), na região central do Paraná, iniciaram uma rebelião no fim da manhã desta segunda-feira (13). Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) do Paraná e o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), 12 agentes são feitos reféns. A princípio, a Seju havia informado que oito agentes penitenciários eram reféns. Entretanto, a informação foi atualizada às 16h.
Rebelião começou no fim da manhã desta segunda-feira (13) (Foto: Alana Fonseca / G1)Agentes penitenciários e presos são feitos reféns
(Foto: Alana Fonseca / G1)
Também por volta das 16h, a Seju informou aoG1 que 160 presos são reféns, além dos 12 agentes penitenciários. Ainda de acordo com a pasta, dez presos que participaram da rebelião em Cascavel, em agosto, que resultou na morte de cinco detentos, foram transferidos para a Penitenciária Industrial de Guarapuava. A Seju não soube informar se, entre os rebelados de Guarapuava, estão os transferidos de Cascavel.
“Essa rebelião é isolada, não tem qualquer vinculação com outra unidade prisional ou PCC [Primeiro Comando da Capital]  ou outro tipo de grupo [facção criminosa]”, afirmou o tenente da Polícia Militar (PM) Fábio Zarpellon. O tenente garantiu que os 12 agentes reféns passam bem. De acordo com ele, as negociações devem durar toda a noite.
“Os presos reclamam da administração da penitenciária, como comida e acomodações”, disse o tenente. Ele também relatou que os rebelados pedem por um celular. “Será verificada a possibilidade pela equipe de negociação”.
No fim da tarde, o Comando de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar, que saiu de Curitibae foi até Guarapuava, começou a negociar com os rebelados, conforme a Seju. O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da PM também participa da negociação.
Dos presos atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), cinco foram encaminhados a hospitais da cidade. O médico do Samu Rafael Brito disse que quatro detentos tiveram ferimentos leves, enquanto um teve traumatismo craniano moderado.
Um preso foi jogado de cima do prédio e foi socorrido. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos cinco pessoas caíram do telhado. Porém, a PM não soube informar se elas se jogaram ou foram empurradas. Segundo o tenente Fábio Zarpellon, os detentos que caíram do telhado são os que ficam isolados dos demais por terem cometido crimes sexuais.
Presos se rebelaram o fim da manhã desta segunda-feira (Foto: Alana Fonseca/G1)Presos se rebelaram o fim da manhã desta segunda-feira (Foto: Alana Fonseca/G1)
Conforme a Polícia Militar, um agente ficou ferido, ao ser queimado com cola quente, e foi levado para a Urgência Municipal de Trianon. O médico do Samu informou que o agente penitenciário teve queimaduras de segundo grau em 40% do corpo, mas, não corre risco de morrer.
A polícia cercou o prédio, e os demais funcionários foram retirados do local. Ainda de acordo com a PM, presos quebraram alguns vidros da penitenciária e foram para cima do telhado – armados com tesouras, chaves de fenda e pedaços de madeira.
Cezinando Paredes, diretor do Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen), disse que cerca de 160 detentos estavam um canteiro de trabalho, quando alguns deles aproveitaram para render os agentes. A penitenciária abriga 240 presos e trabalha com um modelo em que os detentos podem estudar e trabalhar no local. Esta é a primeira rebelião na PIG, que foi inaugurada há 15 anos.
Várias pessoas estão nos arredores na penitenciária, entre elas, familiares dos detentos. Uma mulher, que preferiu não se identificar, cujo namorado e irmão estão presos no local, contou ao G1que os detentos reclamam de violência por parte dos agentes penitenciários. Ainda de acordo com o relato desta mulher, a comida servida aos presos é azeda e, além disso, demora-se até uma semana para entregar a comida enviada pelos parentes aos detentos.
Outras rebeliões
O ano de 2014 tem sido marcado por diversas rebeliões no Paraná. Em menos de um mês, cinco motins foram registrados. No fim de agosto, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do estado, fizeram um motim que durou 45 horas e deixou cinco pessoas mortas e muita destruição na unidade. O espaço não estava superlotado antes da rebelião, mas foi preciso transferir mais de 800 presos, devido à destruição das celas e corredores.
No dia 7 de setembro, foi a vez da Cadeia Pública de Guarapuava, quando 14 detentos renderam três agentes penitenciários. Eles exigiam a transferência de alguns dos presos, já que o local estava com superlotação. O pedido foi atendido e o motim se encerrou após nove horas.
Ainda houve a rebelião na Penitenciária de Cruzeiro do Oeste (Peco), no noroeste paranaense, no dia 10 de setembro. A unidade recebeu 124 detentos da Penitenciária de Cascavel, após o motim do fim de agosto. Mesmo assim, não havia superlotação. Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (Seju), o presídio pode receber até 1.108 presos, mas abriga 844.
Nos dias 16 e 17 de setembro, presos da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba, realizaram uma rebelião por mais de 24 horas. Os presos renderam os funcionários enquanto eles serviam o café da manhã e dominaram duas galerias do presídio. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns. Uma das reivindicações dos presos era de que fosse construído um muro para que os presos faccionados, que pertencem a facções criminosas, ficassem separados dos demais.
A Seju informou que a construção do muro era inviável, mas disse que reforçou a grade que separa os blocos. Os presos também receberam 50 colchões para repor os que tinham sido queimados na última rebelião, no dia 12 de setembro.

FONTE:http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2014/10/presos-fazem-agentes-refens-e-iniciam-rebeliao-em-guarapuava.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário