quarta-feira, 1 de julho de 2015

UNIDADE GESTORA DE MONITORAMENTO DE TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS ERA UMA BAGUNÇA


A Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica (UGME) era uma verdadeira bagunça. A frase foi dita pelo Deputado CABO JÚLIO durante audiência pública realizada pela Comissão de Administração da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na tarde desta terça feira (30), que apurou a denúncia de vendas de lacres de tornozeleiras eletrônicas.
Somente no mês de maio, 450 lacres “sumiram” da unidade. O esquema estaria acontecendo há pelo menos dois anos. O vice-líder do governo na Assembleia de Minas Gerais (ALMG), disse que, apesar de o equipamento ser numerado, o lacre, especificamente, não tem identificação, o que facilita a fraude. A denúncia motivou a reunião a pedido do próprio parlamentar.
De acordo com Wadson Timo Abreu, diretor-geral da UGME, da Subsecretaria de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Defesa Social, desde janeiro, quando tomaram ciência do desaparecimento dos lacres, foi instaurada uma investigação e que não se chegou a nenhuma conclusão já que os agentes não sabiam ou não se lembravam de nada. O possível extravio dos lacres é alvo de um inquérito policial. Segundo Wadson, não havia controle de recebimento dos lacres e nem na própria unidade. "Quem fazia o controle era o funcionário da empresa fornecedora dos esquipamentos ao Estado'', disse. A falta de pessoal dificulta a ampliação e o monitoramento de preso no estado.
O servidor lembrou ainda que quando assumiu a direção da unidade, no dia 24 de abril de 2014, tomou alguns procedimentos após constatar várias falhas operacionais quanto ao controle das tornozeleiras. Havia, segundo ele, funcionários sem treinamento e sem conhecimento em informática. O primeiro procedimento foi a solicitação à Seds de um cofre para armazenamento do material, já que não havia um local adequado para guardá-los. Depois, foi designado um funcionário que agora controla o recebimento dos equipamentos, confere o lacres e só depois distribui as tornozeleiras. ''Havia um descontrole da própria Suapi. Hoje, 100% dos funcionários estão treinados. Temos ainda um livro que aponta o número de cada tornozeleira. O lacre retorna para a unidade quando ele é estourado, antes não era assim'', afirmou. Ainda de acordo com o servidor, esta semana começa a operar uma nova equipe composta por agentes com a função exclusiva de fiscalizar as tornozeleiras.
A unidade também enfrentou problemas técnicos para realizar o monitoramento dos perímetros estipulados para cerca de 780 presos.
Procedimento
As tornozeleiras eletrônicas, que operam com dois chips de duas operadoras, custam para o Estado, mensalmente, R$ 196. Todas as vezes que um lacre é rompido, o juiz é comunicado em um prazo máximo de 15 dias. Segundo Wadson, está em fase final a implantação de um software para reduzir esse prazo para três dias. A unidade conta com três servidores por turno para monitorar 2.500 pessoas.
Melhorias
Para o Deputado CABO JÚLIO, a nova direção da UGME está de parabéns pois vem melhorando um sistema que estava uma ''verdadeira bagunça". "Temos que colocar a casa em ordem. Recebemos uma herança de bagunça. Há muita coisa a ser feita, mas é preciso reconhecer o trabalho da UGME. De qualquer forma, não é possível três pessoas monitorarem 2.500 equipamentos. Os presos encontraram mecanismos para burlarem as tornozeleiras, é preciso melhorar essa tecnologia e fazer um alinhamento com a Polícia Militar, pois não é função do agente fazer abordagem policial. Temos um procedimento grave que infelizmente não se chegou a conclusão nenhuma. Tudo que é de responsabilidade de todos, não é responsabilidade de ninguém. Minha sugestão é que os lacres tenham numeração e caso haja rompimento, ele deverá ser devolvido com o número vinculado à tecnologia'', afirmou.
Participaram da reunião, Andréa Abritta Garzon, Assessora Especial/ Suapi, Antônio de Pádova Marchi Júnior, subsecretário de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Defesa Social, Paulo Roberto de Souza, Conselheiro do Conselho de Criminologia e Política Criminal do Estado de Minas Gerais, Paulo Ribeiro dos Santos Júnior, Assessor da Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica - UGME, José Alberi Fortes Júnior, Analista da Space.com Monitoramento, Valter Ribeiro de Paula, Assessor do Sindpol/MG, Alan Nogueira Vice-Presidente do Sindasp, Wadson Timo Abreu, diretor-geral da Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica - UGME, da Subsecretaria de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Defesa Social, Saint Clair Sanches, diretor-adjunto da Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica - UGME, da Subsecretaria de Administração Prisional da Secretaria de Estado de Defesa Social.

2 comentários:

  1. É por isso que somos tratados como o lixo da segurança pública. A despeito da falta de recursos, de estrutura, fazemos todo o trabalho com dedicação. Porém somos acusados levianamente de bandidos, de corruptos, enfim. Na hora de sermos reconhecidos (e de mostrar pra sociedade quem somos) "não podemos fazer abordagem policial". Depois do fato "Marcio Santiago", devíamos ter aprendido muito bem em quem escolheríamos como representantes da nossa classe.

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  2. Concordo como voce companheiro,fazemos todo o trabalho porem não podemos aparecer,tambem qualquer um serve para nos representar,uma vergonha nem na constituição estadual somos reconhecidos como parte da segurança publica,somos com certeza o filho bastardo da segurança publica,filho de puta com qualquer um,ACORDA marcio santiago seu comedia faz alguma coisa seu covarde enganador,voce é ou não é agente penitenciario mostra sua cara seu covarde.

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