segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MAIORIA DA POPULAÇÃO APROVA A MÁXIMA DE QUE ‘BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO’

Metade da população das grandes cidades brasileiras aprova a velha máxima de que ‘bandido bom é bandido morto’. É o que constata uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ONG que reúne especialistas em violência urbana do país.
O levantamento foi realizado no final de julho e fará parte do nono Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a ser divulgado nesta semana.
O instituto ouviu 1.307 pessoas em 84 cidades com mais de 100 mil habitantes. Para a pergunta se ‘bandido bom é bandido morto’, 50% disseram concordar, 45% discordaram e o restante não soube responder ou não concorda nem discorda.
Como a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, há empate técnico.
Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima, vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, essa divisão no país é um bom sinal.
O resultado da pesquisa reforça a sensação de especialistas da área de que a sociedade é tolerante com a matança de suspeitos por policiais — PMs e policiais civis mataram ao menos 3.022 pessoas em 2014 no país.
Mulheres e homens
Considerando a margem de erro da pesquisa, homens e mulheres pensam da mesma forma sobre o tema, assim como ricos e pobres.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Paulista, Martim Sampaio, quem defende o argumento de morte aos bandidos coloca na mão da polícia o poder de julgar e aplicar a pena capital, por exemplo.

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