terça-feira, 6 de outubro de 2015

PRESOS FAZEM REBELIÃO COM REFÉNS NA PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE LONDRINA II

Vários deles ocupam o telhado do presídio, encapuzados e armados. Por volta das 13h30, pelo menos cinco homens eram mantidos sob ameaça.

Presos se rebelam desde o começo da manhã desta terça-feira (6) na Unidade II da Penitenciária Estadual de Londrina   (PEL II), no norte do Paraná, e fazem pelo menos cinco reféns.
Por volta das 15h, o comando da Polícia Militar, o juíz da Vara de Execuções Penais em Londrina, Katsujo Nakadomari, e a direção do presídio iniciaram as conversas com os detentos para tentar encerrar a rebelião. O diretor do Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura, está indo para Londrina para participar das negociações.
Os detentos tomaram o telhado e muros do presídio, encapuzados e armados com facas e pedaços de pau. Os reféns eram mantidos com as mãos amarradas e sob ameaça de serem jogados do telhado. Todos são detentos da galeria onde ficam condenados por violência sexual, conforme a polícia.
Presos fazem rebelião na Penitenciária Estadual de Londrina, na região norte do Paraná. Eles mantêm quatro reféns e ameaçam matá-los caso seus pedidos não sejam atendidos. A Polícia Militar cercou área e negocia com o grupo o fim da rebelião (Foto: Roberto Custódio/Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)
Presos ameaçam matar cinco reféns, caso os pedidos não sejam atendidos. (Foto: Roberto Custódio/Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)

Muitos rebelados falavam ao celular. Telhas e vidraças das alas foram quebradas. Das galerias, saía uma fumaça escura, por volta das 12h30, indicando que colchões foram queimados. Objetos eram jogados além do muro. Todas as 31 galerias do presídio foram tomadas pelos presos.
Os agentes penitenciários conseguiram deixar a unidade antes de serem rendidos, de acordo com a Polícia Militar (PM).
De acordo com Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), ainda não há confirmação do que motivou o motim e em que condições começou. No entato, o comando da PM afirma que os presos reclamam das condições da penitenciária e pedem pela revisão de penas.
Atualmente, 1.140 pessoas estão presas na Unidade II, em um espaço projetado para 928, segundo o Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen).

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