quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Agentes descobrem preso recém-chegado com 300 "balas" de maconha no estômago


Autor: Carlos Alberto - Data: 13/01/2016 11:47


Nova modalidade de tráfico na cadeia foi frustrada pela Assessoria de Inteligência do Presídio
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A Assessoria de Inteligência do Presídio Guaranésia/Guaxupé frustrou mais uma tentativa de tráfico de drogas no interior da referida colônia penal. Atenta às mais inimagináveis possibilidades, a equipe descobriu que um detento, recém-chegado, entrara com trezentas porções de maconha no estômago, com o objetivo de distribuir a substância entre os reclusos. Interceptada, a ação chama a atenção pela ousadia, ao mesmo tempo em que denota a presteza das autoridades, no combate ao comércio de tóxicos “atrás das grades”.
O preso, identificado como Diego Augusto Machado, deu entrada ao Presídio na tarde desta quarta-feira, 12 de janeiro, depois de ter furtado um chocolate no São João Supermercados, da Santa Cruz. Dono de histórico incompatível com o tipo de crime que o levou à cadeia, o rapaz passou a ser monitorado, sendo que em diálogo com os agentes confessou ter ingerido a droga e que precisava se livrar dela. Desde então, até esta manhã de quinta, ele já colocou, junto às fezes, 293 unidades, das 300 engolidas.
De acordo com Cássio Panucci, que está à frente da Inteligência Interna no Presídio, a nova modalidade não foi surpresa: “Nós ‘cercamos’ todos os dias as tentativas de entrada de drogas. Assim, a última estava sendo arremessar produtos até aqui, quando já tomamos as providências para que isto não mai ocorresse. Então, estávamos mesmo esperando qual seria a nova artimanha deles e, graças a Deus e ao serviço de nossa equipe, está desmontado mais um esquema do tráfico”, comentou o agente, que é subordinado ao diretor Renato Oliveira.
Segundo consta, no ‘novo método’, o preso engole uma grande quantidade de drogas, envolve-se num crime de pequeno poder ofensivo, deixa-se ser preso sem reação alguma e, uma vez na cadeia, defeca a substância (que está envolta em plástico e fita adesiva) e a vende para os presos. “O pior é que o comprador faz o mesmo! Ou seja: ele tira uma parte da droga para usar naquele momento e engole o restante, sendo evidentemente necessária repetir o que o traficante fez para reusá-la. Isto, porque nós vistoriamos as celas duas vezes ao dia, o que torna impossível qualquer tipo de armazenamento no local”, detalhou Cássio.
Evidentemente frustrado, o detento falou com o jornal sobre o ocorrido: “Eu iria traficar na cadeia cada uma a R$ 20,00”, confessou ele, que admitiu ter ficado com medo de que o procedimento lhe fizesse mal: “Ter, eu tive, mas fazer o quê? Eu sou lavrador, já trabalhei na Márcia, no Olavo, no Nenzito, em Piumhi. Já tive ‘umas par’ de registro já. Mas hoje sou usuário de crack e nem sei porque estou nessa, viu, cara...”, disse ele, antes de ser levado à cela. “Este complicou sua situação, pois entrou com um ‘BO’ leve e ‘ganhou’ um tráfico de drogas”, finalizou Panucci.

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