sábado, 30 de abril de 2016

NO RIO DE JANEIRO - Cela Brilhante para internas, Massacre Constante para inspetoras...



O Presídio Feminino Nelson Hungria, há 5 anos, mais precisamente no mês de Dezembro, vem sendo manchete em jornais de grande circulação, por promover um concurso interno para as presidiárias chamado Cela Brilhante. No dia da realização deste evento, todas as turmas de inspetoras, inclusive inspetoras do administrativo são convocadas, tudo deve estar bem organizado, limpo e bem apresentável para que as autoridades convidadas se sintam bem e "seguras" na unidade prisional. O presídio Nelson Hungria no ano de 2011, foi premiado com a categoria bronze do PQRio, Prêmio Qualidade Rio,"Criado há 13 anos, o Prêmio de Qualidade Rio tem como objetivo avaliar instituições públicas e privadas baseando-se em os critérios de excelência da Fundação Nacional da Qualidade, objetivando aumentar a competência, produtividade e eficiência do serviço, visando oferecer à população uma melhor prestação de serviços para a comunidade. Além disso, o prêmio promove o desenvolvimento sócio-econômico, o fortalecimento da cidadania e da imagem institucional da organização."
Portanto meus caros leitores, essa competência, produtividade e eficiência do serviço não chegam em benefício de um dos personagens principais para que tudo isso funcione, o INSPETOR DE SEGURANÇA E ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA (ISAP), mais especificamente nesta UP, com maioria de lotação de ISAPs Fems, todo tipo de descaso e assédio moral é praticado contra as servidoras da atividade fim (custodiar presas), punições geográficas, retenção de remoções, falta 
de diálogo, mudanças de turmas sem prévio aviso. Como se não bastasse, desde carnaval de 2014, o alojamento feminino foi desativado devido ao início de uma obra, que até o dia de hoje não foi concluída, mesmo havendo uma verba (empenho), de 6 mil reais por mês que cada UP tem direito e mais dinheiro arrecadado com reciclagem de embalagens de quentinhas e venda das sobras de comidas das detentas para criadores de porcos, verba e arrecadações estas que deveriam ser usadas  para serem feitas as melhorias, compra de material e etc. Cabe ressaltar que só existem ar condicionados nas guaritas internas, devido a uma "vaquinha" feita  em outubro de 2012 entre as próprias servidoras que exercem suas atividades nas galerias, e também, mesmo havendo guaritas nos muros vigiados pelo grupamento de muralha, ocupam estes postos, que na época de verão chegam a temperatura de mais de 50°graus. Pelo atraso de mais de um ano nas obras do alojamento feminino, de onde foram retirados armários, camas, portas e chuveiros, as servidoras passam pelo constrangimento de usarem o banheiro do alojamento masculino dos servidores da portaria, passando por um grande trastorno por só haver um chuveiro e estarem ocupando o ambiente masculino, cabe ressaltar que o descanso do quarto de hora, obrigatório por lei em um plantão de 24 horas, é feito na portaria deste presídio, sendo improvisados colchonetes no chão e telas, para que as servidoras não sejam mordidas por ratos, baratas e etc. A situação é deplorável e degradante, totalmente desrespeitosa com a dignidade humana, enquanto a cela da interna é "brilhante", não podendo faltar colchões, material de limpeza, uniformes, cursos profissionalizantes em convênio com o SENAC-RIO, com custo de 7 mil reais por detenta, com a servidora que trabalha para que tudo isso se desenvolva a realidade é vergonhosa e de calamidade. A velha história neste órgão se repete por várias unidades, diretores e diretoras dentro de seus gabinetes, no ar refrigerado, monitorando as galerias por câmeras e desfrutando de todas as regalias que os cargos lhes agraciam, e servidores da atividade fim, sendo massacrados e humilhados, passando por situações vexatórias e constrangedoras até de  se comentarem com seus familiares e amigos, tudo isso por total falta de apoio, descaso e compreensão dos gestores que não descem de seus pedestais.


Fonte :  Garantia constitucional do seu sigilo 

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