domingo, 26 de junho de 2016

Polícia Civil pede afastamento do diretor da Dênio Moreira

Desde ao ano passado a unidade prisional se tornou alvo de investigações da Polícia Civil: o diretor, juntamente com a diretora administrativa, o ex-diretor Adão dos Anjos e outros funcionários, são investigados por suposto envolvimento com práticas ilícitas na penitenciária
IPABA – O Ministério Público Estadual (MPE) estuda o pedido da Polícia Civil sobre o afastamento do atual diretor da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, João Batista Ferreira. Ele responde pela unidade prisional há cerca de oito meses e é acusado de atrapalhar as investigações da polícia sobre várias denúncias de corrupção dentro do presídio. 

Além do pedido de afastamento, João Batista responde a outros três processos de prevaricação previsto no artigo 319 do Código  Penal, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. As ações já estão em andamento e podem ser vistas no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O crime pelo qual o diretor é acusado trata-se em retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. 

O diretor, juntamente com a diretora administrativa, o ex-diretor Adão dos Anjos e outros funcionários, são investigados por suposto envolvimento com práticas ilícitas na penitenciária e com um suposto extravio de alto valor, ocorrido no setor de finanças da unidade. Ainda segundo informações levantadas pela reportagem do DIÁRIO POPULAR, este valor pode chegar a mais de R$ 30 mil. 

A reportagem apurou ainda que a corregedoria do sistema prisional instaurou sindicância para apurar as circunstâncias e possíveis responsáveis. Um agente ouvido pelo jornal e que pediu para não ter o nome revelado, denunciou um dos esquemas de corrupção: trata-se de venda de vagas dentro da penitenciária. “Os acusados estariam vendendo vagas para presos do Ceresp, ou ainda recebendo propina de presos que seriam transferidos, mas que queriam ficar na unidade”, disse. Em nota a Seds informou que “não faz comentários sobre denúncias em apuração”.

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