sábado, 9 de julho de 2016

Servidores da Imprensa Oficial de MG entram em greve nesta quinta-feira


Eles querem a retirada da pauta da ALMG, PL que extingue autarquia.
Medida faz parte de reestruturação proposta pelo governo do estado.

Do G1 MG
Os servidores da Imprensa Oficial de Minas Gerais entraram em greve nesta quinta-feira (7) após assembleia da categoria. Eles querem a retirada do projeto de lei 3.511 da pauta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto prevê a extinção da autarquia. A medida faz parte da reestruturação proposta pelo governo do estado.
Segundo o Sindicato dos Servidores da Autarquia Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais (Sindiof), todos os 440 trabalhadores aderiram à paralisação.
“A partir desta sexta-feira (8) não haverá edições do Diário Oficial de Minas Gerais; As faturas da Copasa também deixaram de ser impressas. A gráfica está paralisada”, disse a integrante do Movimento Salve a Imprensa, Joelísia Feitosa.
Em nota, o governo de Minas Gerais informou que "vai recorrer à Justiça para contestar a legalidade desta paralisação, haja vista que a reestruturação administrativa não interfere, em nada, nas atividades da Imprensa Oficial de Minas Gerais (IOMG) tampouco nos cargos dos servidores lotados na instituição".
O governo dise ainda que "as alterações previstas no projeto submetido à Assembleia Legislativa visam fortalecer a estrutura da IOMG, que passará a integrar a Administração Direta". O objetivo é trandformar a Imprensa Oficial em uma Subsecretaria da Secretaria de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais, que passará a ser responsável pela edição do jornal Minas Gerais e pelas demais atividades de imprensa oficial.
A previsão é de que a medida reduza em cerca de R$ 68 milhões por ano os gastos do Estado.
Reestruturação
A reforma administrativa proposta pelo governo de Minas Gerais foi aprovada em turno único pela ALMG nesta terça-feira (5). Ela inclui o desmembramento, a transformação e a extinção de cargos, de secretarias e outros órgãos públicos, além de alterações na subordinação de conselhos, na vinculação de entidades e na composição de colegiados e câmaras. Além do texto principal, foram votados destaques e emendas.
Conforme a assembleia, cerca de 18 mil cargos foram extintos. Dois dispositivos foram rejeitados da proposta. O principal deles institui as carreiras da área de defesa social. Segundo a assembleia, houve um acordo para garantir que os servidores administrativos da secretaria de defesa social sejam lotados nas secretarias de Segurança Pública e de Administração Prisional, evitando que eles sejam transferidos para outros órgãos do governo.

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