segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PIMENTEL FALA SOBRE ATRASO DE SALÁRIOS NA ITATIAIA

Rio, Minas, Rio Grande do Sul e Goiás começam 2017 com déficit de R$ 30 bi
Para enfrentar crise, governadores adotam medidas austeras que afetam servidores
·          
   
·          
   
·          
   
·          

POR GUSTAVO SCHMITT
25/12/2016 4:30 / atualizado 25/12/2016 8:04
https://images-blogger-opensocial.googleusercontent.com/gadgets/proxy?url=http%3A%2F%2Fog.infg.com.br%2Fin%2F20691764-8d8-0df%2FFT1086A%2F420%2Fpezao-pimentel.jpg&container=blogger&gadget=a&rewriteMime=image%2F*O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel - Hermes de Paula / Agência O Globo / 12-12-2015
ÚLTIMAS DE BRASIL
SÃO PAULO — Com quadro de queda de arrecadação, aumento de gastos e expectativa de crescimento tímido da economia, os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás vão começar 2017 no vermelho. O déficit desses estados somados para o ano que vem chega a R$ 30,8 bilhões. Como resposta, governadores apresentam medidas amargas que vão da demissão de funcionários terceirizados e comissionados ao corte de salários e aumento de contribuições previdenciárias.
Fluminenses, mineiros e gaúchos decretaram estado de calamidade financeira. A medida livra os estados de punições por descumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal, como a proibição de tomar empréstimos ou receber transferências da União. A situação mais grave é a do Rio: o déficit no orçamento do ano que vem é de R$ 19 bilhões. Em seguida, aparecem Minas, com R$ 8,06 bilhões, e Rio Grande do Sul (R$ 2,9 bilhões). Também em crise, Goiás prevê um déficit nominal de R$ 931 milhões.
Veja também
O que deve atenuar a crise para os governadores é a renegociação das dívidas de estados com a União, aprovada na última terça-feira, na Câmara dos Deputados. Com isso, os estados terão de fixar um teto para os gastos públicos para os próximos dois anos, e os governos apresentarão um pedido ao Ministério da Fazenda para ingressar no programa de recuperação fiscal.
No Rio, a Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Alerj) estima que a renegociação reduzirá o déficit em até R$ 5 bilhões. Ainda assim, a situação do estado é muito delicada. O presidente da Comissão de Finanças, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), afirma que além do déficit, o Rio levará para o ano que vem restos a pagar deste ano de R$ 17 bilhões.
Em Minas Gerais, o governo ainda não adotou um pacote anticrise. O governo é contrário a algumas propostas da União, como o aumento de alíquotas previdenciárias e privatização de empresas públicas. Embora vá entrar o ano com rombo nas contas, a secretaria de Fazenda de Minas justifica que economizou R$ 2 bilhões este ano reduzindo despesas de custeio e combatendo a sonegação fiscal.
No Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (PMDB) enviou medidas amargas à assembleia legislativa para reduzir a menos da metade o déficit de R$ 2,9 bilhões. Uma delas, aprovada na quinta-feira após 16 horas de discussão e protestos, extinguiu seis fundações e levará a demissão de 1100 funcionários. Atrasos em repasses prejudicam escolas e hospitais, sobretudo nos municípios do interior.
Em Goiás, o governador Marconi Perillo (PSDB) também mandou um pacote severo de corte de gastos à assembleia legislativa para evitar o “colapso” das contas públicas. Entre as medidas, estão corte de 20% dos cargos comissionados e aumento de contribuições previdenciárias em 1 ponto percentual.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/rio-minas-rio-grande-do-sul-goias-comecam-2017-com-deficit-de-30-bi-20691765#ixzz4TxAm5iRM
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário