terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rebelião na Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, termina sem mortes


Detentos fizeram motim contra a nova direção e das mudanças implementadas por ela nos horários de visitas. Segundo OAB, líderes devem ser transferidos

 
    
 postado em 17/01/2017 08:19 / atualizado em 17/01/2017 08:47

Terminou, por volta da 1h30 desta terça-feira, o motim dos detentos da Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), não há registro de mortos ou feridos. Viaturas do 40º Batalhão permanecem no entorno do local para reforçar a segurança. 

O presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG), Fábio Piló, informou aoem.com.br nesta manhã que está tentando falar diretoria da unidade e pretende voltar ao local ainda hoje. “Foram retirados todos os pertences do presos, colchões, e eles estão de cueca nas celas para evitar outro motim. Porque  tinham isqueiros, tiraram as roupas para evitar incêndios”. Ainda segundo o advogado, há informações de que os líderes do motim serão transferidos, mas ainda não se sabe os nomes desses detentos. 

A reportagem tentou  contato com a  Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), mas até as 8h as ligações não haviam sido atendidas. 
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Depois de divulgar vídeo na  tarde de segunda-feira nas redes sociais ameaçando “colocar fogo em tudo” e “matar muita gente”, da Dutra Ladeira se rebelaram à noite contra a nova direção e das mudanças implementadas por ela nos horários de visitas. Eles colocaram fogo em colchões, enquanto familiares se aglutinavam na porta do presídio em busca de informações.  Aos gritos de “presos têm família”, os parentes tentaram fechar a rodovia MG-06, próximo ao km 9, mas foram impedidos pela polícia. Segundo a Polícia Militar, enviada ao local para ajudar a conter a confusão, a rebelião atingiu quatro pavilhões (4,5 e 6). Até o fechamento desta edição, o motim estava dominado nos pavilhões 4 e 5. Não havia registros de fugas ou mortes.

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