sábado, 6 de maio de 2017

A FORÇA DE SEGURANÇA
* Zuley Jacinto de Souza, Agente Penitenciário ( Diretor do Ceresp-Gameleira em BH-MG).

Sempre que no estado se pensa em penitenciárias e presídios lá estão os Agentes penitenciários, quando evitamos fugas, rebeliões ou motins somos imprescindíveis "a segurança da sociedade".

Nem passa pela cabeça das pessoas, sejam governadores, senadores, Deputados estaduais e federais, desembargadores, juízes de primeiro grau, promotores ou defensores, quem realmente somos e qual o papel desenvolvido por nós. Para alguns somos policiais, para outros somos carcereiros, para outros somos guardas e ao final sequer somos Agentes Penitenciários.

O que muitos Agentes Penitenciários sentem é que existem duas interpretações no Brasil. E essas interpretações se misturam ao nada, desencadeando a falta de entendimento de quem somos e o que fazemos a luz das classes dominantes.

Para o governo em determinado momento somos vistos como Agentes Penitenciários, integrantes da "segurança pública ", noutro, não podemos exercer o direito constitucional de greve por sermos Agentes Penitenciários, pertencentes a "segurança pública" serviço essencial para manutenção da ordem e "SEGURANÇA DA SOCIEDADE".

Assim, qual categoria pertencemos? Ora somos SEGURANÇA PÚBLICA", logo somos trabalhadores comuns. Como entender que Agentes Penitenciários não compõe o rol das instituições policiais da "SEGURANÇA PÚBLICA!"

A interpretação dada pelo relator da comissão da reforma da previdência evidência uma afronta as atividades desempenhadas pelos sofridos Agentes Penitenciários, mas aguerridos em seus propósitos de mostrar para os "INOCENTES" qual é nosso labor diário nos cárceres espalhados por esse Brasil.

Diante de tudo que estamos vivenciando em nosso PAÍS, não seria estranho, esses não reconhecerem que, ao Agente Penitenciário cabe a guarda, escolta, transferência, condução a fóruns, hospitais, clínicas, INSS, bancos, cartórios de presos algemados, em viaturas policiais e com componentes das Escoltas armados com armas de calibre restrito, será porque isso? Então esses bravos servidores não compõem o rol da "SEGURANÇA PÚBLICA" dos estados? Servidores que oferecem suas vidas em detrimento da ordem e segurança da sociedade.

Estão julgando nossa atividade sem ao menos conhecê-la, o que é uma aberração político-jurídico-"constitucional". Mas, com a esperança de saber que alguns parlamentares sabem o que significa à atividade prisional, acreditamos que as correções serão realizadas para um bem maior, que é a SEGURANÇA PÚBLICA SOCIAL. Sem dúvida os representantes legislativos de outras instituições conhecerão seus pares a inserir Agente Penitenciário no capítulo do artigo 144 da Constituição e reconhecer o Direito à aposentadoria especial.

Com essas atitudes os nobres parlamentares irão contemplar a 2° profissão mais estressante do mundo, com alto risco em sofrer danos psíquicos e contra  sua integridade física.

Cumulativamente, esses servidores sofrem com o dano da penosidade, periculosidade e insalubridade, já que a própria função os levam aos riscos iminentes  mencionados.

Por fim, fica o convite a qualquer um que se habilitar em passar 24in horas dentro do cárcere para entender a função desempenhada pelos AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIAS.

Replicando Zuley Jacinto

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