terça-feira, 9 de maio de 2017

Deputado Cabo Júlio, sorridente, comanda a derrota dos requerimentos na Comissão de Segurança Pública da ALMG

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Os parlamentares da Comissão de Segurança Pública reuniram-se na manhã desta terça-feira, 9/5/2017,quando rejeitaram requerimento, de autoria do deputado Sargento Rodrigues, para a realização de visita à penitenciária Nelson Hungria, para verificar as condições carcerárias, o efetivo, a carga horária, as circunstâncias em que os agentes penitenciários trabalham e a logística existente para a execução de suas tarefas, assim como agruparam diversos requerimentos para discutir a segurança pública no interior do Estado, em diversas cidades e regiões de Minas Gerais, como Nanuque, Açucena, Andradas, Jaíba, São João do Paraíso, Itacarambi e Pedro Leopoldo, transformando-os em apenas uma audiência pública a ser realizada em Belo Horizonte.
O deputado Sargento Rodrigues, Presidente da Comissão, foi o único parlamentar a discordar, quando pediu para que as audiências públicas fossem realizadas por região, mas foi voto vencido pelos deputados da base de governo que compõem a Comissão: Cabo Júlio, João Magalhães, Paulo Guedes e Fábio Cherem. “É uma vergonha o que os deputados da base de governo estão fazendo aqui na Assembleia.Eles insistem em apresentar requerimentos agrupando cidades para fazer audiências públicas, como Jaíba, Itacarambi e São João do Paraíso, junto com cidades do Sul do Estado; entretanto, essas audiências deveriam ser realizadas separadamente porque apresentam situações totalmente distintas. Quem conhece Minas Gerais sabe das diferenças regionais que existem e isso afeta a questão da segurança pública até porque os pleitos dos vereadores e prefeitos são diferentes. É uma vergonha o que eles estão fazendo para não permitir que o governo seja fiscalizado”, disse.
Ainda segundo Rodrigues, os deputados da base utilizam todos os meios para evitar as cobranças feitas em relação ao Governo do Estado, obstruindo o trabalho da Comissão de Segurança Pública, como na questão da falta de efetivo, da destinação dos recursos, policiais utilizando coletes e munições vencidas, armamento obsoleto, viaturas em péssimo estado de conservação. “A todo momento, eles tentam diminuir os trabalhos e a competência da fiscalização exercida pela comissão através das audiências públicas”, afirmou.
“Existem inúmeras cobranças de agentes penitenciários, policiais militares e civis e vereadores do interior de Minas, que nos procuraram e trouxeram suas demandas, significando, pelo número de requerimentos, que uma luz vermelha se acendeu para o Governo do Estado. Nossos instrumentos de cobrança são as audiências públicas. A pressão que exercemos durante a reunião faz com que o governo saia da inércia. É um instrumento muito eficiente e muito importante que os deputados da base de governo não querem aprovar”, completou Sargento Rodrigues.
Na ocasião, Rodrigues lembrou ainda dos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI-MG). O Governo do Estado retirou do custeio da PMMG, em dois anos, cerca de R$217 milhões, comparado com o exercício de 2014, quando enviou cerca de R$350 milhões. Já para o investimento da Polícia Civil, o governador reduziu cerca de R$32 milhões em relação ao governo anterior que destinou, em 2014, mais de R$33 milhões. O Governador, em 2016, enviou apenas R$1,8 milhão para compra de viaturas, armamentos e equipamentos de segurança para a instituição.
Além disso, os deputados da base de governo adiaram a votação de mais de 30 requerimentos do deputado Sargento Rodrigues com pedido de audiências públicas para, por exemplo, discutir a carga horária dos policiais e bombeiros militares, assim como para que os Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares informem sobre os pagamentos de férias prêmio, ajuda de custo, diferença de promoção e diárias, assunto que há anos vem se arrastando e o Governo do Estado não realiza os pagamentos.


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