sexta-feira, 21 de julho de 2017

Padrasto estupra criança por dois anos e diz que a 'carne é fraca'


Atualmente com 10 anos, menina apresenta infecção e secreção no órgão genital; mulher do criminoso, mãe da vítima, avisou ao marido que polícia o procurava

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PUBLICADO EM 21/07/17 - 14h00
A Polícia Civil prendeu nessa quinta-feira (20) o homem que, por dois anos, estuprou a enteada em Jaíba, no Norte de Minas. Ele confessou o crime e se justificou dizendo que “a carne era fraca”. Os abusos sexuais começaram quando a vítima tinha apenas 8 anos.
O crime foi descoberto depois que a menina, hoje com 10 anos, tomou coragem de denunciar o padrasto depois que ele fez uma viagem para o Sul de Minas para trabalhar na colheita de café.
“No dia 7 de julho, a mãe da criança compareceu à delegacia noticiando que a filha dela tinha revelado que desde os 8 anos estava sofrendo abuso sexual praticado pelo padrasto”, explicou o delegado Ricardo Cesário.
Diante da denúncia, no mesmo dia, o delegado solicitou à Justiça a prisão preventiva do homem, que deveria voltar de viagem no dia 8 de julho. Policiais foram até a cidade de Itacarambi, onde ele desembarcaria, mas descobriram que o suspeito tinha descido uma parada antes, em Januária. O serviço de inteligência da corporação foi acionado e, no dia 18 de julho, recebeu a informação que o bandido tinha parentes em Brasília de Minas e que poderia ter se escondido no município.
A equipe deslocou até a cidade e encontrou o homem na zona rural. Ele confessou o crime e contou como os abusos começaram. “Padrasto e enteada eventualmente tomavam banho juntos e ele disse que começou a vê-la de uma forma diferente. Com isso, ele pedia para a criança acariciá-lo e ele acariciava a criança. Os banhos foram se tornando cada vez mais frequentes, até o ponto do pênis ter contato com o órgão genital da criança”, detalhou o policial.
Durante o depoimento, o suspeito disse que, logo depois dos estupros, se arrependia dos atos, procurava se afastar da criança, mas depois de 10 dias a procurava de novo, uma vez que a enxergava, não só como enteada, mas como mulher.
A criança passou por exames e, de acordo com os laudos, não houve rompimento do hímen. Porém, médicos informaram à polícia que a menina apresenta infecção e secreção no órgão genital. Ela está recebendo atendimento médico, psicológico e o caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar.
Mulher avisou ao marido da denúncia
O homem não desembarcou no dia previsto porque já sabia que estava sendo procurado pela polícia. Quem avisou o bandido da denúncia foi a própria mãe da criança, companheira dele. Ela achou que a filha poderia ter contato uma mentira, uma vez que o homem sempre foi um bom marido, tratava a garota como filha e era querido por todos os familiares e vizinhos.
“Ela tomou a atitude correta de denunciar à polícia, mas depois praticou o crime de favorecimento pessoal, quando uma pessoa auxilia a outra a não ser presa. Porém, a lei cria uma ressalva. Quando a pessoa que auxilia o foragido da Justiça for o cônjuge, que é o caso dela, a lei não prevê pena porque entende que, pelo laço afetivo, pelo laço amoroso, instintivamente ela auxiliaria a pessoa”, disse o policial.
O homem, que não tinha antecedentes criminais, foi encaminhado ao presídio da cidade de Manga. Ele responderá por estupro de vulnerável, que tem pena de oito a 15 anos de prisão. Porém, por ser padrasto, ter esse laço afetivo com a criança, ele pode ter a pena aumentada em mais 50%. Com isso, o bandido pode pegar de 12 a 22 anos e seis meses de reclusão.

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