sexta-feira, 7 de julho de 2017

Projeto que prevê 'venda' da Cidade Administrativa é aprovado


A ideia do governo do Estado é levantar R$ 4 bilhões para investimentos; o projeto segue agora para sanção do governador Fernando Pimentel
PUBLICADO EM 06/07/17 - 13h38
Bernardo Miranda
O projeto que cria os fundos de investimentos do governo de Minas Gerais foi aprovado, em segundo turno, no início da tarde dessa quinta-feira (6) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O ponto mais polêmico é o Fundo Imobiliário que prevê a venda ou utilização dos imóveis do Estado para formação de cotas de investimentos, o que obrigará o governo a pagar aluguel dos imóveis que ocupa hoje, inclusive do complexo da Cidade Administrativa.
Da mesma forma como ocorreu na votação do primeiro turno, a base do governo de Fernando Pimentel (PT) conseguiu ampla maioria. Foram 47 votos a favor e 13 contrários.
O ponto de maior discussão do projeto é o fundo imobiliário. Nele, o Estado pretende vender cerca de 200 imóveis e utilizar outros 4.000 para criação de um fundo de investimentos. Entre esses imóveis do segundo grupo, estão os prédios da Cidade Administrativa.
A oposição pediu a votação em destaque de cada um dos seis Fundos Propostos. A estratégia era aprovar os demais fundos de investimentos, como o que será utilizado para realização de Parcerias Públicos Privadas (PPP), é barrar os fundos imobiliários. Porém a base governista ampliou a vantagem na votação e aprovou a votação em destaque por 50 votos contra 13.
A ideia do governo do Estado é levantar R$ 4 bilhões para investimentos.
No Fundo Imobiliário, o Estado pretende vender cerca de 200 imóveis e utilizar outros 4000 para vender cotas de investimentos formado pelo valor de mercado desses imóveis. Nesse segundo grupo estão só prédios da Cidade Administrativa. Como contrapartida, os investidores terão a rentabilidade do pagamento de aluguel por parte do Estado pelo uso desses prédios.
O projeto segue agora para sanção do governador Fernando Pimentel.

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