quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sobre o assassinato de agentes em Uberaba

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O Sindicato dos Agentes Penitenciários da Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba do Estado de Minas Gerais afirma que o crime registrado na noite de terça-feira (8), assim como outros atentados já praticados contra agentes penitenciários em Uberaba, é resultado da precariedade da segurança na penitenciária "Professor Aluízio Ignácio de Oliveira". Entidade aponta que o erro está no método de visitação permitido dentro da unidade.

Segundo o vice-presidente da entidade, Francisco Ivanildo Dias, a unidade de Uberaba é a única de Minas que tem a visitação, com todas as grades e galerias abertas, sendo que isso facilita a entrada de ilícitos, entre eles, celulares, que são utilizados pelos detentos para comandar crimes fora das prisões, incluindo encomendar atentados contra agentes penitenciários.

O sindicato reforça que a mudança no processo de visitação e a concessão de diversas regalias foram autorizadas desde 2010 pelo atual diretor-geral da unidade, Itamar da Silva Rodrigues Júnior, que, apesar de ser denunciado por vários crimes, continua na direção da penitenciária. Francisco Dias ressalta ainda que os problemas já foram denunciados ao Ministério Público e aos órgãos responsáveis, porém nada de concreto foi feito.

O assunto é alvo de investigação do Ministério Público, sob sigilo, desde outubro de 2016. Em janeiro deste ano, nova denúncia foi enviada à Ouvidoria do órgão sobre a continuidade da fragilidade do sistema de visitação em vigor na penitenciária. Segundo a denúncia, no horário de visita, presos e visitantes andam livremente pelos pavilhões. A medida coloca cerca de 1.900 pessoas, entre presos e visitantes, contidos apenas por um cadeado por pavilhão. Outro problema seria o número de agentes penitenciários em serviço, incompatível com a quantidade de presos.

Em relação ao crime contra o agente de segurança penitenciário, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informa, por meio de nota, que está em contato direto com a Polícia Civil, a quem cabe conduzir as investigações, não podendo a Seap emitir qualquer juízo de valor a respeito, sob pena de atrapalhar os trabalhos da Polícia Judiciária. Por outro lado, a Seap preferiu não comentar as declarações do sindicato.

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