domingo, 24 de setembro de 2017

JORNALISTA DIZ QUE FOI ESPANCADA, MAS VÍDEO PARECE DIZER O CONTRÁRIO



Policial Militar Espanca E Algema Jornalista Em Blitz Do Detran No DF; SAIBA!

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Na madrugada dessa quinta, a jornalista Sheila Souza, 28 anos, voltava da casa de amigos na Asa Norte com destino à Águas Claras, quando foi parada em uma blitz da Lei Seca, na altura da quadra 508 sul.




Durante a abordagem, uma viatura da PM encostou na traseira de seu carro e ligou a sirene, parada diante de um dos policiais, e sem saber o que estava acontecendo, ela apresentou o documento do carro e habilitação, documentos todos em dia, não fosse pelo detalhe de que por infelicidade, ela não portava o documento 2017, mas, o IPVA, DPVAT e seguro obrigatório estavam quitados, como era possível ver no sistema, inclusive.




O policial mandou a jornalista descer do carro, em seguida houve discussão, pois foi pedido o teste do bafômetro, Sheila alegou não ter ingerido álcool, não satisfeito o policial, gritava com a moça, e dizia que ia fazer de tudo para prejudicá-la.
Coagida, a jornalista decidiu por fazer o bafômetro, que deu resultado negativo para embriaguez. Em seguida ela foi algemada, derrubada no chão, sofreu socos, puxões de cabelo e foi espancada pela equipe. Uma das policiais chamada Francineide deu voz de prisão, mandou-a para uma das viaturas, Sheila, já cambaleante entra em uma das portas do carro abertas. A policial a tira pelos cabelos de forma truculenta e a joga no chão. Algemada, sem defesa, a jornalista é literalmente arremessada dentro do camburão, espaço onde são transportados os contraventores. Conduzida até a 5° DP, onde a jornalista chegou inconsciente, foi colocada no chão com outros presos, em seguida levada para uma cela. Sheila prestou depoimento, na presença de seu advogado, foi liberada com posse de seu documento do veículo, que está no pátio do Detran. Em seguida foi feito o exame de corpo e delito no IML.
Sheila entrará com processo contra a PMDF.
Irá até a instância judicial em busca de reparo financeiro e moral. Já que o psicológico e físico infelizmente não podem sofrer reparos.
O delegado responsável pelo plantão agiu com bom senso, já que a motorista é ré primária, sem antecedentes criminais, não praticou nenhum ilícito no trânsito, participando apenas de uma discussão com policiais militares, que a todo momento a ameaçavam , ele permitiu que Sheila ficasse em sua sala até a chegada de seu advogado. “Sai de casa para comemorar um contrato de trabalho, e fui tratada como bandido na rua por quem deveria me defender. Um país em que 3 homens e uma mulher fortemente armados batem em uma cidadã como eu, sem que se pese nenhum motivo contra minha conduta, é realmente lamentável. Fui atacada! E não vou descansar enquanto a justiça não for feita!”
No Facebook da jornalista uma Carta Aberta para Ouvidoria da PMDF:
Porque como jornalista, na faculdade, aprendi dar sempre a versão clara dos fatos e na varanda de casa aprendi que justiça e liberdade são valores preciosos demais para se deixar levar por violência e vaidade.
*enviado em 22 de setembro à Ouvidoria da PMDF
“Prezados, como cidadã, escrevo com tamanha indignação e dor.
Segue um pequeno registro do lamentável fato ocorrido ontem, quando fui parada em uma blitz de rotina (como tantas que vemos em Brasília), e sai de lá algemada, fui constrangida, ameaçada e espancada por uma equipe de policiais militares. Fato esse, que me faz refletir, se o papel da polícia seria o de proteger e não coagir cidadãos de bem.
PM age com truculência, espanca e algema jornalista em blitz
Na madrugada dessa sexta, por volta de 00:26h, a jornalista Sheila Souza, 28 anos, voltava da casa de amigos na Asa Norte com destino à Águas Claras, quando foi parada em uma blitz da Lei Seca, na altura da quadra 508 norte.
Durante a abordagem, uma viatura da PM encostou na traseira de seu carro e ligou a sirene, parada ao lado de um dos policiais, e sem saber o que estava acontecendo, ela apresentou o documento do carro e habilitação, documentos todos em dia, não fosse pelo detalhe de que por infelicidade, ela não portava o documento 2017, mas, o IPVA, DPVAT e seguro obrigatório estavam quitados, como era possível ver no sistema, inclusive.
O policial mandou a jornalista descer do carro, em seguida houve discussão, pois foi pedido o teste do etilômetro, Sheila alegou não ter ingerido álcool, não satisfeito o policial, gritava com a moça, e dizia que ia fazer de tudo para prejudicá-la. Coagida, em meio a quatros policiais armados, a jornalista decidiu por fazer o teste, o policial se negou a mostrar o resultado à motorista.
Em seguida ela foi algemada, derrubada no chão, sofreu socos, puxões de cabelo e foi espancada pela equipe. Uma das policiais, a 3º sargento, Francineide de Lima da Costa deu voz de prisão, mandou-a para uma das viaturas, Sheila, já cambaleante entra em uma das portas do carro abertas. A policial a tira pelos cabelos de forma truculenta e a joga no chão. Algemada, sem defesa, a jornalista é literalmente arremessada dentro do camburão, espaço onde são transportados os contraventores.
Conduzida até a 5° DP, onde a jornalista chegou inconsciente, foi colocada no chão com outros presos, em seguida levada para uma cela, onde não permaneceu dado o bom senso do delegado de plantão, sr. Gorki Pires.
Sheila prestou depoimento, na presença de seu advogado, foi liberada com posse de seu documento do veículo, que está no pátio do Detran. Em seguida foi feito o exame de corpo e delito no IML, que acusou lesões por todo corpo causadas pela 3º sargento, Francineide de Lima da Costa e sua equipe.
Sheila entrará com representação junto à Corregedoria da PMDF.
Irá até a instância judicial em busca de reparo financeiro e moral. Já que o psicológico e físico infelizmente não podem sofrer reparos.
O delegado responsável pelo plantão agiu com parcimônia e conduziu o caso muito bem, já que a motorista é ré primária, sem antecedentes criminais, não praticou nenhum ilícito no trânsito, participando apenas de uma discussão com policiais militares, que a todo momento a ameaçavam, ele permitiu que Sheila ficasse em sua sala até a chegada de seu advogado. “Sai de casa para comemorar um contrato de trabalho, e fui tratada como bandido na rua por quem deveria me defender. Um país em que 3 homens e uma mulher fortemente armados batem em uma cidadã como eu, sem que se pese nenhum motivo contra minha conduta, é realmente lamentável. Fui atacada! E não vou descansar enquanto a justiça não for feita!”
— O breve relato acima estará disponível em alguns jornais da cidade, seria anti cidadã até de minha parte não recorrer por meus direitos, creio que a justiça não verá com bons olhos uma ação demasiada truculenta, e isso poderá ajudar para que eu tenha um pouco de sossego, liberdade e justiça. Além de poupar outros cidadãos que porventura, tenham a infelicidade de cruzar com policiais violentos.
Fica meu apelo à Ouvidoria que me auxilie no caso, pois não pouparei esforço cível, penal e na imprensa para que o caso não seja esquecido.
Atenciosamente uma cidadã motorista com do documentos e habilitação em dia, que parada em Lei Seca ao se recusar a fazer o teste etilômetro deveria ter apenas aguardado um motorista habilitado para retirar meu carro do local.
Quem vos escreve é uma moça de 1.60 de altura, com 58 quilos, a qual uma equipe de policiais armados jura terem sido agredidos, como se isso fosse possível, ainda mais com as mãos algemadas. A ficção montada pelos policiais nos autos se desfará em frente o juiz certamente.
Eu peço, peço por justiça, nesse momento choro por justiça! Só quero andar nas ruas onde nasci com meus direitos resguardados, minha liberdade plena e minha certeza de que a justiça e o país que queremos começa em cada um de nós.
Atenciosamente,
Sheila Souza

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