segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Polícia procura por detentos que fugiram de enfermaria do Presídio Regional de Montes Claros

Polícia Militar afirma que os dois cumpriam pena no setor, onde abriram um buraco na parede; sindicato dos agentes afirma que esta é a terceira fuga em um ano.


Presídio Regional de Montes Claros (Foto: Valdivan Veloso/G1)
Presídio Regional de Montes Claros (Foto: Valdivan Veloso/G1)

A polícia procura por dois homens que fugiram do Presídio Regional de Montes Claros, no Norte de Minas nesta segunda-feira (25). De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, os detentos Claudio da Silva Ferreira, de 28 anos, e Rafael Henrique Silva Ferreira, de 24, cumpriam pena no setor de enfermaria da unidade prisional.
A PM diz que um buraco foi aberto pelos detentos na parede da enfermaria; onde possivelmente saíram por volta das 2h, na madrugada.
A Secretaria de Administração Prisional (Seap) afirma que um procedimento interno foi instaurado para “apurar as circunstâncias da fuga”. Até o início da tarde desta segunda-feira nenhum dos dois detentos havia sido recapturado.

Terceira fuga

O Sindicato dos Agentes Penitenciários no Norte de Minas afirma que esta é a terceira fuga no Presídio Regional de Montes Claros nos últimos 12 meses. O diretor do Sindicato no Norte de Minas, Uarlei Soares Santos, afirma que o presídio apresenta problemas pontuais que geram até mesmo sobrecarga de serviços aos agentes que trabalham na unidade.
“Em 12 meses já são 13 presos que fogem da unidade. Certamente, um procedimento será instaurado e a responsabilidade de mais esta fuga será jogada para os agentes. Mas já fizemos várias denúncias no Ministério Público, na ouvidoria e na Seap, quanto aos problemas que o presídio tem quanto à administração”, afirma.
Santos diz que o setor de monitoramento por circuito de câmeras está funcionando de forma parcial. “Lá exige-se pelo menos três servidores. Sabemos que no período noturno não tem este número de agentes para acompanhar todas as câmeras instaladas na unidade. O problema maior é que, por problemas de administração, sofrem os agentes e também a população de modo em geral que fica insegura com possíveis fugas”.
A Seap informou, no fim da tarde desta segunda, que todas as denúncias são apuradas, quando devidamente formalizadas. A secretaria afirmou ainda que não há previsão para a realização de concursos, uma vez que "estado atingiu o limite prudencial de gastos".

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