terça-feira, 30 de outubro de 2018


Witzel já procura por atiradores de elite para "abater" bandidos de fuzil
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Gabriel Sabóia
Do UOL, no Rio
30/10/201816h46
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·        Carlos Magno/Governo do Rio de Janeiro
Governador Luiz Fernando Pezão (à esq.) cumprimenta Wilson Witzel
Governador Luiz Fernando Pezão (à esq.) cumprimenta Wilson Witzel
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Governador eleito pelo Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), já solicitou às tropas de elite das polícias fluminenses um levantamento com o número de snipers (atiradores especializados) à disposição do estado para trabalhar no "abate de criminosos que estejam portando armas restritas a partir de primeiro de janeiro".
Em entrevista à GloboNews, nesta quarta-feira (30), Witzel afirmou que este número já foi pedido ao Bope (Batalhão de Operação Especiais da Polícia Militar) e à Core (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil).
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O novo governador reafirmou que incentivará policiais a atirarem caso vejam suspeitos portando fuzis, mas não garantiu que os agentes poderão seguir trabalhando nas polícias do Rio de Janeiro, em caso de condenação na Justiça. Disse porém que garantirá que eles sejam defendidos nos processos judiciais.
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Nas palavras de Witzel, "a lei foi feita para ser interpretada e, por isso, o estado vai defender juridicamente os policiais que matarem traficantes com fuzis. Mas, se a Justiça entender que eles devem ser expulsos, eles serão".
Lembrado, durante a entrevista, de casos em que pessoas foram mortas por portar furadeiras e até guarda-chuvas, que foram confundidos com armamentos, Witzel disse:
"Em nenhum desses casos os tiros partiram de snipers. Não serão quaisquer policiais orientados a isto e os snipers vão passar por ainda mais treinamentos. Eu sempre digo o seguinte: prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto", disse o ex-juiz federal.
Sniper é o apelido, em inglês, para atiradores de elite. Eles usam fuzis com miras telescópicas que permitem tiros de precisão contra alvos situados a 800 metros de distância ou mais.
"Participei de vários tribunais do júri de policiais acusados de matar e todos foram absolvidos. Bandido de fuzil na mão não é gente que preste", disse.
No campo da segurança pública, o governador eleito também afirmou que pretende contar com a presença de militares no Rio de Janeiro por, pelo menos, mais dez meses. Para isto, ele pretende pedir ao governo federal que estenda o decreto de Garantia de Lei e da Ordem, que expira em 31 e dezembro deste ano, até outubro de 2019. Esse decreto permite que as Forças Armadas sejam usadas em missões de segurança pública dentro do território nacional.
Witzel também disse que pretende convidar o atual interventor na Segurança Pública do Rio, general Walter Souza Braga Netto, para integrar um conselho de segurança pública que integrará representantes do estado e do governo federal
A extinção da Secretaria de Segurança Pública e defendida por Witzel como uma forma de "despolitização da pasta". Ela deve abrir campo para dois cargos: o de secretário da Polícia Militar e o de secretário de Polícia Civil -- caberá a este último se portar ao ministro da Segurança Pública.
Apoio parlamentar 
Witzel foi questionado sobre como pretende lidar com o fato de não ter apoio majoritário na Assembleia Legislativa. No cenário atual três deputados o apoiam, 30 fazem oposição, 27 não declararam posição e dez estão neutros.
O governador eleito disse que vai tentar levar ao PSC deputados que ficarem sem partido devido se suas agremiações forem impedidas de atuar pela cláusula de barreira. Também disse que pretende dialogar com a oposição.
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